Bem aventurado quem chega e espera 1335 dias. Daniel 12.

Jst set, 2011 | Categoria: Artigos

A redenção de Jerusalém e a regeneração do homem


Jerusalém
Cidade de Jerusalém vista do Monte das Oliveiras

Este estudo é baseado em Daniel 12, que nos traça uma linha do tempo profético. O seu objetivo é compreender a redenção de Israel e Jerusalém. De forma adjacente, ele permitirá também mais conhecimento sobre o fim dos tempos e sobre a grande tribulação.

Muitos escatologistas, por não aceitarem Israel em suas teologias, têm torcido o sentido da Palavra de Deus. O erro mais comum é aplicar as maldições a Israel e as bênçãos à igreja cristã. Com isso, descartam Israel dos planos de Deus e anulam todas as invioláveis promessas divinas. Não se pode descartar Israel das profecias, muito menos mudar o que a Palavra de Deus diz a respeito deles. A Escritura não pode ser anulada.

Para não gerar confusão na aplicação das profecias, é preciso distinguir os judeus, as nações e a igreja de Deus. São três povos com identidades bem distintas. Os judeus buscam sinal, os gregos sabedoria, a igreja prega Cristo crucificado, disse o apóstolo Paulo em I Coríntios 1:22, 23. A posição identitária da igreja é oposta tanto a judeus, que vêem escândalo em Cristo, quanto a gregos, que vêem loucura.

Esta distinção em três povos está muito clara em I Coríntios 10:32. “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.” A igreja não é nem gentílica, e nem judaica, é um povo especial, separado, adquirido, comprado”. (I Pedro 2:9,10, Apocalipse 5:9, 14:3) Ora, o que é comprado não pertence mais ao antigo proprietário. Assim, os judeus que vieram para a igreja não pertencem ao judaísmo, mesmo que sejam judeus por natureza, e nem os gentios comprados para a igreja pertencem ao paganismo, mesmo que naturalmente sejam gentios. Esta distinção perdurará até o final do milênio. No fim do milênio, o Messias entregará o reino a Deus, e Deus será tudo em todos. Esta distinção é importante para a aplicabilidade das profecias.

A igreja foi estruturada na parte fiel de Israel, a raiz da oliveira, e agregou os gentios, formando o povo separado. A parte infiel dos judeus foi cortada e não pertenceram à igreja, mas nem por isso deixou de ser Israel, a nação. Viveram desgarrados da oliveira, como galhos secos, peregrinando entre as nações, mas sempre estiveram nos planos de Deus. Pois, até sua dispersão é cumprimento de profecia, como será sua redenção.

A Bíblia fala que os judeus com um todo seriam abençoados. Esta benção tem duas características fundamentais: uma material e outra espiritual. A benção espiritual se cumpre na parte fiel. A benção material se cumpre na parte rebelde. A espiritual começou a se cumprir com a primeira aparição do Messias. A material se cumprirá com a segunda aparição.

De acordo com as profecias, a parte fiel dos judeus, a igreja, irá reinar sobre a parte rebelde. Aos doze apóstolos está prometido o governo sobre Israel (Mateus 19:28) e aos demais está prometido governo sobre as nações. (Apocalipse 2:26, 27; 3:21; 5:9,10; 20:4-6) A benção espiritual se cumpre com a igreja evangelizando e reinando sobre o mundo.

A redenção de Israel cumprirá a benção material. Quando o Messias aparecer segunda vez, Israel se tornará uma poderosa nação na terra, (Isaías 2:2-4) e liderará a regeneração planetária. O verso de Mateus 19:28, citado acima, mais Atos 3:21 falam da regeneração, assim como falaram os profetas. (Isaías 35:5,6; Ezequiel 47:8-12) A rebeldia de Israel nunca foi motivo para Deus abandoná-los. (Salmos 89:3,4 e 27-37)

 

Os 1.290 e 1.335 dias e o tempo do fim

“E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna.” (Daniel 12:1, 2)

“Desde o tempo em que for suprimido o holocausto perpétuo e quando for estabelecida a abominação do devastador, transcorrerão mil duzentos e noventa dias. Feliz quem esperar e alcançar mil trezentos e trinta e cinco dias!” (Daniel 12:11 e 12)

O ponto principal desta profecia não é quando ela começa a acontecer, mas quando ela se encerra. Daniel 12 fala de um tempo do fim. Este tempo do fim deve ser entendido em relação aos dias de Daniel, não necessariamente em relação a nossos dias. Esta profecia é a continuação das profecias dos capítulos 10 e 11. Estes capítulos retratam acontecimentos no fim do Império Grego, portanto, um tempo muito distante em relação a Daniel. Então, Daniel 12 pode retratar qualquer acontecimento depois do fim da Grécia. Ele começa se cumprir com o primeiro aparecimento do Messias, mas sua conclusão se dará com o segundo aparecimento.

O “príncipe” se levanta a favor de Israel, mas o que vem é um tempo de angústia. Uma grande tribulação como nunca houve antes na história, e que não se sucederá outra vez. Esta profecia de Daniel combina com as palavras de Jesus: “Cairão ao fio de espada e serão levados cativos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos pagãos, até se completarem os tempos das nações pagãs.” (Lucas 21:24) “Porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será.”(Mateus 24:21) A grande tribulação aconteceu durante Era Cristã, o livramento acontecerá no final.

Esta profecia nos dá uma ampla compreensão do tempo do fim. O capítulo 12 de Daniel fala de um período que se situa após o ano 538 d.C., data do início da contagem dos 1.260 dias proféticos, ou anos literais. Qualquer data anterior a esta, adotada como ponto de partida para os 1.290 ou 1.335 dias proféticos, deve ser descartada, pois não levaria ao tempo necessário para os acontecimentos preditos nos versos 1 e 2.

 

O livro selado

“Quanto a ti, Daniel, guarda isso secreto, e conserva este livro lacrado até o tempo final. Muitos daqueles que a ele recorrerem verão aumentar seu conhecimento.” (Daniel 12:4) “Ouvi essas palavras, mas sem entendê-las. Meu senhor, perguntei, qual será a conclusão de tudo isso? Vamos, Daniel, respondeu; esses oráculos devem ficar fechados e lacrados até o tempo final.” (Daniel 12:8 e 9)

Nestes versos, o profeta recebe instruções para selar o livro, ou a profecia, até o tempo final e ouve do progresso da ciência e ele mesmo fica sem entender a conclusão destas coisas. Muitos pensam que foi a multiplicação da ciência que permitiu abrir o livro, porém é mais correto entender que o conhecimento se multiplicou porque o livro foi aberto, não o contrário. O verso diz claramente que aqueles que recorrerem ao livro terão seu conhecimento aumentado.

Em Daniel há um livro fechado, mas em Apocalipse há um livro aberto. “Segurava na mão um pequeno livro aberto. Pôs o pé direito sobre o mar, o esquerdo sobre a terra.” (Apocalipse 10:2) Daniel é o “Apocalipse” do Antigo Testamento e o Apocalipse é o “Daniel” do Novo Testamento. E, tanto um como o outro foram rejeitados em seus respectivos cânones. O Apocalipse só foi aceito por volta do século XVI no cânone cristão. E Daniel ainda não é bem aceito nos círculos judaicos. A rejeição era tanta que fez Jesus recomendar sua leitura:“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda”. (Mateus 24:15) Esta rejeição ao livro, principalmente nos círculos ortodoxos judaicos, tem dificultado a compreensão sobre o Messias. A igreja cristã, pelo contrário, aceita tanto Daniel como Apocalipse.

Aceitar as profecias de Daniel é ter em mãos uma chave de entendimento. Por isso, é a igreja que abre o livro selado ao mundo. É a pregação do evangelho através da igreja que faz o conhecimento se multiplicar. Foi justamente isto que aconteceu na história medieval. Quando, no século XII, a Bíblia foi traduzida para as línguas vernáculas, principiou uma grande revolução cultural. As pessoas, no anseio de ler a Bíblia, correram atrás do conhecimento. Daí seguiu-se uma revolução na ciência. Foi no fim da Alta Idade Média que o evangelho começou a se espalhar pelo mundo com a pregação dos vários grupos não conformes com a religião oficial do Sacro Império, o catolicismo. Isto confirma a profecia de Apocalipse 10:11: “Então foi-me explicado: Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis.”

E é exatamente o fim da Alta Idade Média que marca o momento mais fragilizado do poder do “povo santo”. Isto concorda com Daniel 12:7 que diz que o poder do povo de Deus iria se “espalhar” para então se cumprir “todas estas coisas”. Neste momento está transcorrendo “um tempo, tempo e na metade de um tempo”, ou seja, os 1.260 dias proféticos, ou 1.260 anos literais (538 a 1.798 d.C.). Note também que este período é o mesmo citado no capítulo 7:25 e Apocalipse 12:6, 14 e 13:5, em que a Igreja esteve oculta no deserto, para ser preservada da perseguição papal, ou do anticristo. Neste momento estão se cumprindo as “maravilhas” de Daniel 12.

 

Abominação desoladora

“Desde o tempo em que for suprimido o holocausto perpétuo e quando for estabelecida a abominação do devastador, transcorrerão mil duzentos e noventa dias.” (Daniel 12:11)

Esta abominação desoladora não pode ser confundida com outras que aconteceram antes de 538 d.C. Ela está situada dentro do período profético de 1.260 anos, ou num tempo posterior, não pode ser antes. Daniel 8:13 nos fala de uma abominação desoladora um período de 2.300 tardes e manhãs, ou seja, 1.150 dias literais, que teve seu cumprimento em Antioco IV Epifânio, (168 a 165 a.C.). Daniel 11:31 relata uma abominação desoladora, mas esta se trata da mesma de Daniel 8:13. No capítulo 9 e verso 27 de Daniel há outra abominação desoladora. Esta abominação se trata da invasão de Jerusalém pelas tropas romanas sob o comando General Tito no ano 70. Foi o juízo de Deus sobre os judeus rebeldes com intuito de retirar o contínuo sacrifício. Nenhuma destas abominações pode ser associada com a abominação desoladora de Daniel 12. Cumpriram-se em tempo anterior aos 1.260 anos. O cumprimento está na terceira abominação que vai começar dentro do período dos 1260 anos.

Só para reforçar, Jesus também falou das abominações desoladoras. De um modo geral ele se referiu a todas as abominações e tribulações que os judeus passariam durante a Era Cristã: “Cairão ao fio de espada e serão levados cativos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos pagãos, até se completarem os tempos das nações pagãs.” (Lucas 21:24) “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda”. (Mateus 24:15) Jesus pede que atentemos para o livro de Daniel. Então, é no profeta Daniel que está o segredo da profecia de Jesus.

Das três abominações que fala Daniel, uma já havia ocorrido 168 a.C, no tempo de Jesus faltavam duas. E, segundo as próprias palavras de Jesus, naquela geração as coisas já começariam a acontecer. De fato, no ano 70, a segunda abominação se instalou com os exércitos romanos invadindo Jerusalém. Eles retiraram o sacrifício contínuo. Mas a profecia fala que depois que o sacrifício é retirado ainda vai ser posta uma outra abominação. A segunda abominação foi o domínio romano sobre a terra da Palestina que durou até 632. De 632 a 636, depois da morte de Maomé, seu sogro, o califa Abu Bakr conquistou as terras da palestina do Império Romano Bizantino, fundando o califado de Rashidun. Assim, se instala a terceira abominação desoladora, que deve ser tomada para a contagem dos 1.290 e 1.335 dias proféticos de Daniel 12.

Se olharmos para detalhes da história, vamos encontrar outros domínios políticos sobre Jerusalém durante a Era Cristã. Mas isto não altera a interpretação, pois as abominações que fala Daniel estão relacionadas com a religião judaica, cujo ícone é o sacrifício contínuo. Assim, a primeira abominação foi quando Antíoco Epífanes sacrificou porco no templo em Jerusalém. A segunda, quando os romanos instalaram a “religião cristã” nas terras da Palestina, cujo símbolo pode ser retratado com a construção da Igreja de Santa Maria de Justiniano. E a terceira abominação, quando os muçulmanos impuseram uma nova religião, o Islã, representado pela transformação da Igreja de Santa Maria no Domo da Rocha. As abominações estão relacionadas com um domínio político-religioso, e somente duas religiões tiveram amplo domínio sobre as terras da Palestina.

Sendo assim, a partir de 632 começa a contagem dos 1.290 e 1.335 dias proféticos. Somando os 1.290 anos a 632 d.C, chegaremos a 1.922 d.C, quando ocorreu outro evento importante relacionado a Jerusalém: a queda do Império Otomano, quando o protetorado de Jerusalém passou para as mãos da Inglaterra.

A palavra ainda nos fala de 1.335 dias. Note que são exatamente 45 dias a mais que 1.290. Somando-se 45 anos sobre 1.922, chegaremos ao ano de 1.967. O que este ano representa? Foi neste ano, na Guerra dos Seis Dias, que os judeus recuperaram a cidade de Jerusalém. A cidade deixou de ser pisada pelos gentios.

 

A ressurreição dos justos e a redenção de Israel

“Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna.” (Daniel 12:2)

A profecia fala de ressurreição. Este é seu tema central. A cronologia estabelecida abarca o tempo da ressurreição, tanto de justos como de injustos. Mas como se ainda não houve a ressurreição? O fato é que a cronologia se refere ao tempo em que os gentios pisariam a cidade, não ao fim de todas as coisas. Os 1.335 dias marcam o fim do tempo de angústia e o começo de uma era feliz. “Feliz quem esperar e alcançar mil trezentos e trinta e cinco dias!” (Daniel 12:12) A partir de 1.967 uma nova história começou para os judeus. Uma era gloriosa na qual se dará a ressurreição.

O tempo da grande tribulação já passou. Não há profecias que falem de outra tribulação tão longa para os judeus. Jesus mencionou a grande tribulação e os fatos que se seguiriam: “Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas.”(Mateus 24:29) A tribulação referida por Jesus é a mesma de Daniel. Tanto Daniel como Jesus definem esta tribulação como sendo “tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será.” (Mateus 24:21). Agora, já vivemos os dias pós-tribulação.

De acordo com as palavras de Jesus, logo depois da tribulação, sinais aconteceriam no sol, na lua e nas estrelas. Estes sinais não são literais, mas simbólicos. Representam fatos sociais, não são cósmicos. Vejamos o que diz Mateus 13:43: “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Se os justos resplandecem como o sol, o sol dos ímpios escurece. Estes sinais são uma grande degradação moral na sociedade. Foi a partir de 1.968, com a Revolução Jovem, que novos “valores” como individualidade, não submissão a autoridades tradicionais (família, igreja, governos civis), a igualdade entre homens e mulheres, liberdade sexual, tanto hétero como homo etc., se intensificaram e se disseminaram pela sociedade mundial. Estes e outros “valores” passaram a definir o comportamento de homens e mulheres e resultou neste mundo caótico permeado por drogas, prostituição e de todo o tipo de criminalidade. O sol dos ímpios se escureceu.

Mas, a parte que mais interessa desta profecia é a que diz: “as potências dos céus serão abaladas.” Esta profecia se refere ao crescimento do poder da ciência, a ponto dos homens se sentirem semelhante a Deus. Este desafeto está claro na afirmação do cientista Stephen Hawking: “não é preciso um Deus para criar o Universo”. A ciência adquiriu a capacidade para interferir na vida e até mesmo recriá-la. Alguns feitos neste sentido são: fecundação “in vitro”, clonagem, mapeamento genético e células-tronco. Por último, a criação da célula artificial, ou “vida artificial”. “Todavia, essas descobertas científicas colidem com a visão de certos segmentos da sociedade, sobretudo com a das instituições religiosas. O manuseio do homem em elementos naturais da vida pode ser uma forma de desafiar Deus?”[1] Os poderes do céu são abalados.

Segundo a maior autoridade mundial no assunto, o biomédico inglês, especialista em longevidade, Aubrey de Grey, já nasceu o homem que vai viver 150 anos. E ele foi muito mais longe: o homem que vai viver 1.000 anos, nascerá dentro de 20 anos. Claro que do ponto de vista humano esta é quase uma utopia, mas segundo as profecias bíblicas os dias dos filhos de Israel serão “…como os dias da árvore, …” (Isaías 65:22) É interessante que logo que Jerusalém foi reconquistada pelos judeus, a ciência entra numa revolução exponencial e a expectativa vida começa a aumentar como nunca.

Conforme vimos, a profecia de Daniel 12 se cumpriu em sua maior parte. O anjo Miguel já levantou-se a favor de seu povo. O livro selado foi aberto e multiplicou a ciência. A abominação desoladora pisou a cidade e se foram os 1.335 dias (anos) de angústia para Israel. Agora, vivemos o tempo pós-tribulação. O que falta acontecer referente a esta profecia? Somente a ressurreição dos mortos.

Vamos colocar as coisas no seu devido lugar. Lembremos da afirmação bíblica feita no início do estudo: a partir do Messias existem três povos que são os judeus, os gregos e a Igreja de Deus. Na vinda do Messias, a igreja receberá a imortalidade e os judeus e as nações continuarão mortais sob Seu governo.

Na vinda do Messias, acontecerá a ressurreição para a igreja, os santos, os fiéis. Ela acontecerá num piscar de olhos. A ressurreição transformará o corpo biológico num corpo celestial e imortal. (I Coríntios 15:35-53) A vida biológica será superada pelos ressurretos, eles não procriarão, pois não se casarão. (Lucas 20:34,35) Com a ressurreição a igreja completará seu ciclo e terá recebido todas as bênçãos espirituais no Messias. Agora, a igreja irá reinar sobre os judeus e sobre as nações. (Apocalipse 2:26, 27; 5:9,10)

O Messias virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Neste aspecto, Ele trará a benção material para os judeus, aqueles que se rebelaram e foram infiéis. Conseqüentemente esta benção se estende para as nações. Nesta ocasião, o remanescente de Israel será salvo. (Romanos 9:27) Eles se converterão e serão uma grande nação na Terra. (Isaías 2:2-4) Do ponto de vista biológico, os judeus e as demais nações continuarão humanos, mortais e gerarão filhos. Só irão adquirir a imortalidade progressivamente durante o tempo da regeneração. (Atos 3:21)

A igreja receberá a imortalidade diretamente do Senhor. Mas, para os judeus e as demais nações a imortalidade virá indiretamente, ou seja, eles aumentarão seus dias de vida progressivamente à medida que o conhecimento do Senhor aumenta, refletindo em mais aumento da ciência. Viverão no mínimo cem anos e alcançarão os dias das árvores: “Já não morrerá aí nenhum menino, nem ancião que não haja completado seus dias; será ainda jovem o que morrer aos cem anos: não atingir cem anos será uma maldição.” “…Os filhos de meu povo durarão tanto quanto as árvores…” (Isaías 65:20, 22) Vários são os textos que mostram a mortalidade do homem no reino do Messias. Por exemplo, Apocalipse 20:14 e I Coríntios 15:26 apontam a morte como último inimigo a ser destruído. De fato, os judeus e as nações aumentarão seus dias de vida à medida que se converterem a Deus e desenvolvem o conhecimento sobre a vida. O homem natural vai recuperar a vida que ele perdeu no Éden. Esse processo será pelo conhecimento de Deus (Deus é vida) e da vida, pois a Terra se encherá do conhecimento do Senhor. (Habacuque 2:14) Deus irá regenerar biologicamente o homem, mas isso ele fará através do próprio homem. Pois, o propósito de Deus é fazer do homem “sua imagem e semelhança”. Portanto, brevemente as pessoas viverão somente acima de cem anos. Depois do reino do Messias, os homens viverão eternamente.

Uma coisa é certa: a árvore da vida estará em Israel, ao lado de um rio que sairá do santuário, dando seu fruto doze vezes no ano, e suas folhas serão transformadas em medicamento para a cura das nações. “Ao longo da torrente, em cada uma de suas margens, crescerão árvores frutíferas de toda espécie, e sua folhagem não murchará, e não cessarão jamais de dar frutos: todos os meses frutos novos, porque essas águas vêm do santuário. Seus frutos serão comestíveis e suas folhas servirão de remédio.” (Ezequiel 47:12) “Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandecente como cristal de rocha, saindo do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da avenida e às duas margens do rio, achava-se uma árvore da vida, que produz doze frutos, dando cada mês um fruto, servindo as folhas da árvore para curar as nações.” (Apocalipse 22:1,2) Quem subir a Jerusalém para adorar o Senhor, (Zacarias 14:16) terá acesso à arvore, comerá de seu fruto e viverá. Quem não subir para ouvir a lei do Senhor, (Isaías 2:2,3) não terá acesso a árvore da vida e fatalmente morrerá. A Palavra de Deus não pode ser anulada.

Os verso 3 e 10 do capítulo 12 de Daniel falam de duas categorias de pessoas, a saber: os embranquecidos, os salvos e entendidos, que estarão cientes do que ocorre e dos ímpios que não sabem o que se passa. Em que categoria você está classificado? Você entendeu esta profecia? Não?! Então, releia este texto. Sua vida depende de você entender Daniel. Quem lê Daniel, entenda, disse Jesus.

 

por Edy Brilhador

2 Comentários para "Bem aventurado quem chega e espera 1335 dias. Daniel 12."

  1. Marty disse:

    Now I feel sutipd. That’s cleared it up for me

  2. Prudence disse:

    Stay informtavie, San Diego, yeah boy!

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