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Pré-existência de Cristo ou Encarnação do Verbo – Doutrina verdadeira?

A “Preexistência” de Jesus Cristo

Várias passagens bíblicas parecem implicar que Jesus Cristo existiu de alguma forma no céu antes de aparecer aqui na terra. A maioria destas passagens encontram-se no Evangelho de João.. Por exemplo:

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” (João 6:38).

“Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava?” (João 6:62).

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.” (João 8:58).

“E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.” (João 17:5).

É argumentado que estas afirmações são claras e que devemos aceitar o ensino bíblico que Jesus viveu anteriormente no céu. É certo que as passagens são claras, mas isso não significa necessariamente que devemos considerá-las como literais. Existem outras passagens bíblicas que são tão claras como estas e, no entanto não as consideramos literalmente, ainda que as pessoas que as ouviram estas palavras não sabiam inicialmente como considerá-las. Muitas destas passagens também encontram-se no Evangelho de João. Por exemplo:

“Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás?” (João 2:19-20).

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (João 3:3-4).
“Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.” (João 4:13-15).

“Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (João 4:34).

“Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça.” (João 6:50).

“Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti…” (Mateus 18:9).
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e sigame.” (Lucas 9:23).

“Estou crucificado com Cristo…” (Gálatas 2:19).

Da mesma maneira como não tomamos as anteriores afirmações literalmente, tão-pouco devemos tomar em sentido literal as afirmações de que Jesus viveu anteriormente no céu antes de nascer na terra.. Em primeiro lugar, a Bíblia afirma que Jesus é um homem.

Ver Isaías 53:3, João 1:30, João 8:40, Atos 2:22, Atos 17:31, Romanos 5:15, 1 Coríntios 15:21, 1 Coríntios 15:47.

Nós homens e mulheres começamos a existir quando nascemos. No caso de Jesus, Mateus e Lucas nos informam que Maria a mãe de Jesus concebeu pelo poder do Espírito de Deus, e Mateus nos fala do momento em que “Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes” (Mateus 2:1).

Se Jesus não nasceu de forma normal e real nessa altura, em que sentido pode ser filho de Abraão e David, ou mesmo de Maria? Lucas diz-nos que o menino Jesus crescia “em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” (Lucas 2:52).

Como pode ter crescido em sabedoria se antes de nascer já era um ser celestial dotado de sabedoria? E se Jesus abandonou toda a sua sabedoria e conhecimento anterior para nascer na terra como homem, como pode continuar a ser a mesma pessoa? Já que a essência de qualquer pessoa é a totalidade das suas experiências e sabedoria adquirida ao longo da sua vida.
Também o autor da Epístola aos Hebreus diz que Jesus foi aperfeiçoado e aprendeu a obediência através das suas experiências aqui na terra (Hebreus 2:10, 5:8), mas como pode ter-se aperfeiçoado aqui se antes de nascer já era um ser celestial perfeito e poderoso?
Existia entre os judeus a idéia de que um bom mestre “vinha de Deus”, mas não no sentido de ter vivido nos céus com Deus antes de nascer. Por exemplo, em João 3:2 Nicodemos disse a Jesus:

“Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” No entanto, não há provas de que Nicodemos cresse que tinha existido literalmente nos céus antes de nascer.

Se a Bíblia aparentemente insinua que Jesus veio do céu, diz o mesmo acerca de outros homens.
Por exemplo, João 13:3, diz que Jesus “viera de Deus,” e em João 16:28 Jesus diz “Vim do Pai e entrei no mundo.”

Estas palavras são usadas como prova da preexistência de Jesus no céu, mas João 1:6 diz: “Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João”.

A frase afirma literalmente que João veio da presença de Deus, assim como Jesus, mas ninguém mantém que João tivesse preexistido no céu.

Outro caso ainda mais claro é o do profeta Jeremias, Em Jeremias 1:5 a palavra de Yahvéh veio ao profeta dizendo, “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações.”

Estas palavras tomadas literalmente, implicam que Jeremias existia antes de nascer, mas ninguém as toma nesse sentido. Significam que antes do profeta nascer, Yahweh já sabia como seria e já tinha decidido que quando nascesse o nomearia para profeta às nações.
Antes de nascer, Jeremias existia somente na mente e no plano de Deus, que conhece todas as coisas antes que existam. Da mesma forma, Deus diz em Isaías 51:2 que “Era ele[Abraão] único, quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei.” Como já tinha decidido que Abraão teria uma descendência numerosa, falou disso como fosse realidade desde que o decidiu (ver também Isaías 46:10, 49:1-3, Romanos 4:17).

O salmista diz: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Salmo 139:16).

Mesmo a nível puramente humano, quando um arquiteto vai construir um edifício, primeiro faz uma maquete, e possivelmente apresenta-a dizendo: “Este é o edifício X,” quando ainda não é mais que um projeto.

O Novo Testamento diz que Deus escolheu os crentes cristãos antes que nascessem, falando como se já existissem. Em Efésios 1:4 Paulo diz que Deus “nos escolheu nele [Cristo] antes da fundação do mundo,” o que implica que se Cristo existia naquela altura, também existiam as demais pessoas que iam crer nele.

Na realidade, Paulo está falando da predestinação, o fato de que Deus conhece de antemão quem vai nascer e que papel terá no seu plano e propósito. Uns versículos mais à frente, em Efésios 1:11, o apóstolo diz explicitamente: “Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.”

Também diz em Romanos 8:29-30: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” Dirigindo-se a Timóteo, Paulo fala da “graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1:9), como se todos os crentes já existissem nesse tempo. Da mesma forma o apóstolo Pedro explica as alusões à suposta “preexistência” de Jesus Cristo ao dizer que foi “conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1 Pedro 1:20).

No que se refere à “glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17:5), é obvio que Jesus não pode ter desfrutado dessa glória ainda que realmente existisse nessa altura, visto que as Escrituras enfatizam que só se tornou merecedor dessa glória ao completar na cruz a sua vitória sobre o pecado. O escritor aos Hebreus diz:

“Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.” (Hebreus 2:9).

Em Atos 3:13, referindo-se à ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, Pedro diz:

“O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo.”
Na sua primeira epístola, Pedro diz que Deus “o ressuscitou[Jesus] dentre os mortos e lhe deu glória..” (1 Pedro 1:21).

O próprio Jesus, falando com dois discípulos no caminho de Emaús enfatiza que a sua glorificação era posterior aos seus sofrimentos dizendo:

“Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?” (Lucas 24:26; ver também João 7:39, João 12:16).

As passagens anteriores demonstram que Jesus não pode ter literalmente usufruído glória antes do seu nascimento, porque somente podia recebê-la depois de ter terminado o seu ministério com êxito. Tanto a existência de Jesus antes que o mundo existisse, como a sua glorificação, somente podem ter existido de forma antecipada na mente e propósito de Deus. Este propósito foi aos poucos revelado aos profetas. Falando do que ia acontecer, o Senhor disse. “O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito…” (Mateus 26:24). As passagens que são citadas para apoiar a idéia da suposta “preexistência” de Jesus Cristo não indicam que realmente vivesse no céu antes de nascer.

Simplesmente enfatizam em linguagem figurada o fato que a aparição do Senhor Jesus na terra não foi uma coisa do acaso mas um acontecimento que foi determinado e autorizado pelo seu Pai celestial desde antes da criação do mundo.

Tirado de:
Autor: James Hunter (Missão Bíblica Cristadelfiana)

Literatura – Preexistência de Cristo Jesus não Preexistiu

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” – João 17:3.

Quem é Jesus Cristo?

Colocamos esta questão no tempo presente, porque apesar de Jesus Cristo ter sido crucificado 1900 anos atrás, na agitação de uma multidão de Judeus e má administração do poder Gentio, ele está vivo hoje.

E o fato de ele estar vivo é da maior importância para a humanidade.

Paulo, que tinha sido o inveterado adversário do Cristianismo, que foi convertido no seu maior defensor pela prova incontestável da ressurreição do Senhor (1 Coríntios 15:10), explicou-o assim:

“[Deus] estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Atos 17:31).

Julgar o mundo é governá-lo. Portanto, Paulo ensinou que Cristo vivo é a garantia de Deus que Ele enviou Jesus Cristo para estabelecer o seu reino na terra (Atos 1:11;3:19-20). Cristo está vindo para mudar as condições presentes, e para reinar como rei.

Confusão a Respeito de Cristo

Mas quem é Jesus Cristo? A vida eterna está ligada à resposta a esta questão, como o título deste artigo mostra. Coloque esta questão aos Judeus, e eles respondem que ele era filho de José e Maria, e que viveu e morreu na Judeia há 1900 anos. Pergunte aos sacerdotes dos nossos dias, e eles vão dizer que ele é a segunda pessoa de um Deus trino. Outros, embora rejeitando o conceito trinitário como não bíblico e ilógico, ensinarão que ele pré-existiu. Assim a interminável controvérsia tem continuado; mesmo aqueles que admitem que ele vive, violentamente discordam a respeito de quem ele é.

Podemos ignorar a resposta Judaica. Os discípulos não eram mentirosos, tolos, místicos ou charlatões. Eles eram pescadores como Pedro, negociantes como Mateus, até céticos como Tomé. Esses homens não estavam dispostos a ser enganados por um boato, mas exigiam provas concretas da ressurreição de Cristo (João 20:24-29). Nós acreditamos neles, e rejeitamos a atitude descrente dos Judeus e ateus.

Nós não só pomos de lado a atitude cética dos Judeus e Ateus, mas também repudiamos a doutrina da Trindade. O conceito de três Deuses que são um só Deus é ilógico e não bíblico. A palavra “Trindade” não se encontra na Bíblia, mas é um título fabricado para servir a causa da teologia. Por outro lado, a Bíblia ensina que Jesus Cristo está subordinado a Deus, assim:

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tim. 2:5).

“Um só Deus, o Pai… e um só Senhor, Jesus Cristo.” (1 Cor.8: 6).

“Quando, porém, todas as coisas lhe(Jesus Cristo) estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele(Deus) que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”(1 Coríntios 15:28 ).

Será que Jesus pré-existiu?

Embora essa questão, se fosse feita mencionando qualquer outra pessoa, seria tratada com o ridículo que merece, mas isso é afirmado quando se trata do Senhor.

Contudo, a Bíblia mostra claramente que Jesus não tinha existência antes do seu nascimento em Belém, 1900 anos atrás. Ele nasceu da virgem Maria, pelo poder de Deus que a cobriu (Lucas 1: 30-35), e assim foi tanto Filho de Deus como Filho do homem.

Da sua mãe, ele derivou a natureza comum a toda a humanidade, mas de seu Pai, ele herdou tendências espirituais latentes que o fortaleceram para vencer a carne, e manifestar qualidades divinas (1 Tim. 3:16). Ele foi executado como um criminoso, mas, na verdade, nunca pecou, e, portanto, a justiça de Deus exigia a sua ressurreição (Atos 2:24). Ele foi ressuscitado para a imortalidade, e subiu aos céus, onde aguarda a hora de voltar e estabelecer o seu reinado na terra (Atos 3:19-23, Daniel 2:44).

Em nenhum lugar é sugerido que ele existia antes do seu nascimento.

Tomemos, como exemplo, o versículo de abertura do Novo Testamento:

“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”.

Se Jesus viveu de alguma forma antes de Abraão e David, ele não era filho deles, e a declaração é falsa.

Acreditamos que a afirmação é verdadeira, e toda a Escritura concorda com ela. Considere o registro de sua infância:

“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”(Lucas2:52).

Como podem estas palavras possivelmente se aplicar a um anjo preexistente, ou à segunda pessoa de um Deus trino? Poderia alguém assim crescer em sabedoria e em graça diante de Deus? Supondo que o impossível era verdade, e Jesus preexistiu como um anjo, por que razão é que poderia ser dito que ele cresceu em graça diante de Deus apenas porque no seu novo estado, ele cresceu de bebé até ser um jovem!

Se Jesus preexistiu, ele deve ter-se despojado de toda a sua identidade anterior, perdeu todo o seu conhecimento anterior, poder e posição perante Deus, e teve que alcançar tudo isso de novo! Para quê? O que conseguiu com isso? Tal crença é lógica? Vamos mostrar que não é bíblica!

É normal uma criança “crescer em sabedoria e estatura”, mas a diferença de Jesus em relação a todos os que existiram antes ou depois dele, está na sua concepção divina, e sua predileção excepcional para coisas espirituais. Isso ele herdou de seu pai. O Pai, que é desde a eternidade revelou-se no Filho (2 Coríntios. 5:19; Isa.11:2-3, João 12:49), para que Jesus pudesse dizer, com verdade perfeita, “antes que Abraão existisse eu sou” pois ele (Messias) foi “… manifesto na carne” (1 Tm. 3:16).

O único sentido em que pode ser ensinado com a verdade que havia algo preexistente a respeito de Jesus é em relação com Deus que se manifestou nele. Em tudo o que ele fez e disse, manifestou-se a marca de sua origem divina, e a influência do espírito de Deus que lhe foi dado “sem medida” (João3:34). Ele é o “Filho unigénito” de Deus (João 3:16), o qual “fortaleceste para ti.” (Salmo 80:17), a fim de que os seus caminhos possam ser reveladas aos homens.

O Fio das Provas por Toda a Bíblia

Por todo o Antigo Testamento, a promessa de Cristo é anunciada; por todo o Novo Testamento, a pessoa de Cristo é descrita.

Ele foi a “semente da mulher” prometida desde o início, para destruir a lei do pecado e da morte, que foi o produto da influência enganadora da serpente (Gn 3:15). O Novo Testamento comenta:

“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei” (Gálatas 4:4,5).

Se Cristo preexistiu, como ele poderia ser descrito como a “semente da mulher?”

Abraão foi ensinado: “Em tua semente serão benditas todas as nações da terra” (Génesis 22:18, RC).

Paulo comentou: “E à tua posteridade, que é Cristo.” (Gálatas 3:16,RC).

Abraão iria imaginar que a sua semente (filho) já existia antes dele? Claro que não! Onde há alguma evidência em Génesis que Jesus vivia então em qualquer forma? Não há nenhuma!

Moisés, líder e dador da lei em Israel, que simbolizava o vindouro Líder e dador da lei (Jesus Cristo) disse à nação Judaica:

“O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás,” (Deuteronómio 18:15).

No Novo Testamento, Pedro citou estas mesmas palavras e aplicou-as a Jesus Cristo (Atos 3:22, 7:37), e Paulo ensinou: “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos….” (Hebreus 2:17, RC).

Podem as palavras de Moisés ser aplicas a um anjo preexistente? Poderia um tal ser ser verdadeiramente descrito como “suscitado no meio de ti”, “de teus irmãos, como Moisés?”

Somente uma teoria falsa poderia fazer essas palavras se aplicam a um anjo preexistente.

Jesus era o filho de David, e a Davi foi dito:

“Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, QUE PROCEDERÁ DE TI, e estabelecerei o seu reino… EU LHE SEREI POR PAI, e ELE ME SERÁ POR FILHO” (2 Sam. 7:12-14).

A profecia diz respeito a Cristo, como o comentário do Novo Testamento torna claro (ver Lucas 1:32-33, Hebreus 1:5), e com isso claramente estabelecido, note bem o tempo futuro utilizado em relação a ele. Deus diz: “EU LHE SEREI POR PAI,” ele “ME SERÁ POR FILHO” Se Jesus já existia, Deus não deveria ter dito: “Eu sou seu pai”, “Ele é meu filho”? A Maria foi dito:

“Este será(futuro!) grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”(Lucas 1:32-33).

Estas palavras do anjo Gabriel afirmam que Jesus “SERÁ chamado Filho do Altíssimo”, e reinará sobre o trono de”Davi, seu pai.” Podem estas expressões ser aplicadas a alguém já existente?

Considere também a pregação dos Apóstolos. Será que eles proclamam a crença em um anjo preexistente que tinha assumido a forma humana? Não. Ouça a pregação de Pedro:

“Sendo, pois, ele[David] profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que DO FRUTO DE SEUS LOMBOS, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono” (Atos 2:30,RC).

Em quem acreditava David que se sentaria no seu trono? Um anjo que já existia? Não; ele acreditava que aquele que reinaria nesse trono seria “O FRUTO DE SEUS LOMBOS”, isto é, um descendente. O menino que nasceu de Maria era descendente de Davi, não um anjo preexistente que assumira a forma humana!

Isaías declarou: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Isaías 7:14).

Essa profecia cumpriu-se no nascimento de Jesus (Mateus 1:23), a quem Peter descreveu como “varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós”(Atos 2:22,RC).

Em suma, Deus revelou-se num homem de proveu, e que se tornou o padrão para todos aqueles que se aproximariam d’Ele na esperança da vida eterna. Deus não espera que tais irão atingir a perfeição que viram no Filho, mas Ele exige deles que eles construam em suas vidas algumas das características divinas que eles veem nele reveladas. Ao fazer isso, desenvolvem um caráter digno de perpetuação num corpo de glória incorruptível na Era por vir (1 Coríntios. 15:53-57).

A teoria que apresenta Jesus como um anjo preexistente, no entanto, destrói esse padrão, e mistifica e distorce a bela doutrina da manifestação de Deus no homem Jesus Cristo.

E lembre-se que um correto entendimento da relação entre o Pai e o Filho é essencial para a salvação (João 17:3).

Não é Cristo o Primogénito?

Neste ponto, o leitor pode ficar um pouco impaciente, e desejar pressionar a nossa atenção para as referências bíblicas que parecem dar algum apoio à teoria da preexistência.

Nós não estamos ignorantes dessas passagens, mas alegamos que nenhuma delas dá apoio à teoria se forem devidamente interpretadas. Infelizmente, é verdade, porém, como a própria Bíblia afirma que alguns tomam algumas passagens das Escrituras que são “difíceis de entender” e que eles “torcem… para sua própria perdição” (2 Pedro 3:16, RC).

Uma dessas referências é Colossenses 1:15. Descreve Jesus Cristo como “o primogênito de toda a criação”, e alguns têm avançado isto em apoio à teoria da preexistência. Se Jesus é o primogénito, ele deve ter existido antes de todos os outros, dizem ele.

Mas isso não coloca Escritura contra Escritura? Se ele é, literalmente “primogénito” no sentido dado a entender pela teoria, como a Bíblia pode afirmar que ele é “Filho de Davi, Filho de Abraão.” (Mateus 1:1)?

Considere a declaração em si: “Primogênito de toda criação.” Será que não demanda uma mãe? Quem era a mãe que deu à luz antes de todos os outros?

Essas dificuldades são resolvidas, e a passagem simplesmente e maravilhosamente explicada, quando a doutrina bíblica do “primogénito” é entendida. Na Bíblia “primogénito” é um termo jurídico, descrevendo preeminência de posição ou status, embora não necessariamente de nascimento. Havia privilégios especiais concedidos ao primogênito legal de uma família. Ele representava o seu pai, agia como um sacerdote, recebia uma porção dupla da herança da família (Deuteronômio 21:17).

Mas a lei de Deus providenciava que o filho mais velho de uma família poderia perder sua posição de primogênito legal, se fosse culpado de conduta imprópria ou incapacidade para desempenhar as funções necessárias, e ser suplantado por um filho mais novo. Por outras palavras, não era necessário que Jesus fosse o primeiro da criação de Deus para ser elegível para a posição de primogênito legal.

Por exemplo, considere 1 Crónicas 5:1:

“Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois era o primogênito, mas, por ter profanado o leito de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que, na genealogia, não foi contado como primogênito”.

Conduta errada de Rúben ganhou a reprimenda de seu pai, que o depôs em seu estatuto jurídico de primogênito, e deu a posição a filho mais jovem: José.

Outros exemplos poderiam ser multiplicados. Efraim foi abençoado como o primogênito de Jacó, mesmo sendo mais jovem que o seu irmão Manassés (Gênesis 48:14-19), e Deus aprovou a nomeação de Efraim, descrevendo-o como “filho primogênito” (Jeremias 31:9). A Jacó foi dado o direito de primogenitura por seu irmão Esaú (Gênesis 25:32-34). Sinri foi nomeado para o cargo mesmo que ele era bem mais novo que seus irmãos (1 Crônicas26:10).

Estes exemplos (e eles poderiam ser multiplicados) mostram claramente que foi muitas vezes a prática de um filho mais novo ser elevado à posição jurídica do primogênito de uma família. Na verdade, isto era tão comum que a Lei mosaica proibia a elevação de um filho mais novo a esta posição sobre o mero capricho de seu pai, por causa de favoritismo. Ele ordenou:

“No dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, adiante do filho da aborrecida, que é o primogênito. Mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto aquele é o princípio da sua força; o direito da primogenitura seu é.” (Dt 16:17,RC).

Esta proibição mostra que um primogênito juridicamente falando poderia ser um filho menor, e, portanto, tem uma grande influência sobre a interpretação de Colossenses 1:15.

A Bíblia refere-se a dois notáveis “filhos de Deus”: Adão e Cristo (compare com Lucas3:38). O “primeiro Adão” renunciou ao direito de herança, a posição de primogênito da raça humana, por causa do pecado, mas Deus levantou um Filho mais jovem (chamado em 1 Coríntios. 15:45 “o último Adão”), cuja obediência total à vontade de seu Pai, provou-se digno da preeminência. Ele foi, assim, elevado à posição de primogénito da raça humana, o que significa que ele recebe “uma dupla porção da herança”, e que ele age como sacerdote da família de Deus. O Senhor Jesus Cristo é o primogénito, e não pelo fato da longevidade (que confere nenhum mérito), mas em virtude da sua excelência moral.

A sua elevação foi prevista no Antigo Testamento. Deus declarou a respeito dele:

“Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; FÁ-LO-EI mais elevado do que os reis da terra” (Salmo 89:27).

O uso do tempo futuro nesta profecia mostra que o Senhor Jesus não é o primogênito por nascimento, mas por nomeação; caso contrário, Deus devia ter dito: “Ele é o meu primogênito”.

A ressurreição de Jesus foi o selo da aprovação do Pai no Filho (Romanos 1, 1-4). Isto constituiu-o como Primogênito. Paulo escreveu: “E ele… é o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:18), o “o primogênito entre muitos irmãos.” (Rm8:29). [Os seguidores do Senhor também são descritos como uma”espécie de primícias” para Deus (Tiago 1:18, Apocalipse 14:4), e como “igreja dos primogênitos” (Hebreus 12:23 – grego. Veja Diaglott). Portanto, se o título de “primogênito”, ensina a preexistência de Cristo, deve fazê-lo também em relação aos seus seguidores. Todos os privilégios dos primogénitos que tem o Senhor, aplicam-se em um menor grau aos seus seguidores. Eles vão receber uma porção dupla de herança na era por vir, até mesmo a imortalidade (1 Cor. 15:52-54), e eles vão atuarão como um sacerdócio real (Ap. 5:9-10) em relação à população mortal que restar (ver Zc. 14:16) durante o período do reinado milenar de Cristo (Ap. 20:6).]

Estas expressões mostram conclusivamente o que o apóstolo não queria dizer, pelo seu uso do termo, que Jesus preexistiu.

Será que Cristo Criou os Céus?

Alguns vão relembrar-nos, no entanto, que não eliminamos todas as dificuldades contidas em Colossenses 1. Por exemplo, não revela que Cristo criou todas as coisas? Paulo ensinou:

“Porque nele[Cristo] foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.”(Col. 1:16).

Isto parece uma prova conclusiva, porque parece ensinar que o Senhor Jesus criou até o céu. Mas uma análise atenta da passagem irá revelar que está-se a ler coisas demais nessas palavras se essa interpretação for pressionada , pois alega que ele criou todas as coisas “no céu”. Isso incluiria o próprio Deus, para não falar dos anjos!

Isso obviamente não é lógico nem bíblico. O que é, então, que o versículo quer dizer? As Escrituras falam dos céus, para além dos que estão acima. Por exemplo, o profeta Isaías fala de “novos céus e nova terra” que se manifestarão no futuro, que ele descreve como “Eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo.” (Isaías 65:17-18).

A vinda do Senhor Jesus irá resultar na formação destes céus políticos. Os governantes que reinarem aí serão seguidores do Senhor Jesus, feitos imortais, reinando “sobre a terra” (Ap. 5:9-10).

Mesmo agora, um seguidor do Senhor é elevado a uma posição de privilégio em relação a Deus e Seu Filho, descritos como “lugares celestiais em Cristo” (Éf. 1: 3). Por isso, Paulo ensinou:

“E nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Efésios 2:6,RC).

Estes “céus” foram trazidos à existência através de Cristo, e eles são os precursores dos “céus” políticos, a serem manifestados na era por vir, quando reinar sobre a terra. Neles são encontrados gradações de autoridade, descrito como tronos, domínios e assim por diante; alguns dos quais eram visíveis naquele tempo, e alguns dos quais estão ainda a serem manifestados, e, portanto, ainda são invisíveis.

Tudo Será Revelado Na Era Por Vir.

O termo “céu”, pois, muitas vezes se relaciona a uma posição de privilégio ou de elevação. Ele é usado para descrever a relação atual dos seguidores de Cristo em relação ao Pai e ao Filho, bem como a autoridade que eles exercem no reino que Cristo estabelecerá na terra no qual irão exercer gradações de poder (compare Lucas 19: 17-19).

Em Isaías 65:17-18, os “céus” constituem os governantes ou governo da era por vir, e a “terra” sendo o que é governado, ou as pessoas comuns, como o profeta tem o cuidado de mostrar (ver v.18). A mesma interpretação é exigida para Colossenses1:16. A palavra no grego traduzida como “nele” é a preposição en. Não se pode dizer que a criação física foi criada “em Cristo”, e, portanto, deve ser uma referência para a criação espiritual, como está ainda implícita no v.18.

Em outro lugar, uma pessoa “em Cristo” é descrita como uma “nova criatura”, ou “nova criação” como a expressão deve ser traduzida (2 Coríntios. 5:17; Gal. 6:15), e como as “coisas” que Cristo é dito ter criado estão “nele” é, obvio, que é esta “nova criação” que o apóstolo tem em mente. Cristo é o início desta nova criação de Deus (Apocalipse 3:14), liderando o caminho que seus seguidores podem atingir (Filipenses3:21, 1 João 3:1-2), pois, o que ele é hoje eles podem vir a sê-lo.

Para resumir, Colossenses 1:16 não ensina a criação literal do céu e da terra por Jesus, porque:

Entra em conflito com o testemunho do Antigo Testamento, que ensina que Deus é que criou;Os céus em questão estão “em Cristo”, o que só é possível se eles estão relacionados com coisas espirituais;Outras expressões do Apóstolo alinham “céus” com posições de privilégio em Cristo.

Assim Paulo conclui: “E ele é antes(Grego – superior a) de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por(Grego -en, em) ele.” (Col. 1:17).

A palavra grega traduzida por “subsistem” é sunistemi e significa “estar, ou aderir, juntos”. Cristo é a força coesiva da nova criação, e, como tal, estas palavras podem ser entendidas. Mas se a criação em questão é interpretada no sentido literal da criação, temos de reconhecer que Cristo mantém tudo isso junto. Porque, então, essas coisas não se desintegraram quando ele morreu? Obviamente, esta interpretação está errada, e como o contexto claramente mostra, isso nunca esteve na intenção de Paulo, que escreveu sobre uma criação espiritual em Cristo.

“Eu Sou de Cima” (João 8:23

Esta afirmação é muitas vezes usada para ensinar que Jesus estava no céu antes de ele descer à terra. O contexto do verso, no entanto, mostra que essa interpretação está errada. Jesus declarou aos Judeus: “Vós sois de baixo: eu sou de cima”, então, na explicação, ele continuou: “Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo”. Cristo era “de cima” e “não é deste mundo”, porque Deus era seu Pai, e ele manifestou a sabedoria e as características que eram divinas.

Um homem que “ama o mundo” é “de baixo”, ou “terreno”, mas um que tem “o amor do Pai” vivendo nele, é “de cima” (1 João 2:15). Jesus disse a Nicodemos que uma pessoa deve “nascer do alto” (João 3:3 – ver Grego, o que é traduzido “de novo” literalmente em Grego é “de cima”) se há-de herdar o reino de Deus.. Tal pessoa é gerado pela Palavra de Deus (1 Pedro 1:23; 1 João 3:9-10), por uma “sabedoria que vem do alto” (Tiago 3:15-18). O caráter que ele vai desenvolver é moldado pela Palavra que habita nele (João 17:17), de modo que ele pode afirmar que é “de cima”, embora ele nunca tenha estado literalmente no céu.

Esse é o sentido em que as palavras de Cristo devem ser entendidas. Ele “não era deste mundo” no mesmo sentido que João exortou os fiéis a “não serem deste mundo” (1 João 2:15). O seguidor de Cristo deve olhar para além das coisas da terra, deste mundo para a glória ainda a ser revelada, e tornar-se mentalmente e moralmente diferente pela influência que é “de cima”.

Cristo foi um exemplo disso.

“Eu Desci Do Céu” (João 6:38

“Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” perguntaram os discípulos (v.60). Foi seguido algo ainda mais difícil: “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do Homem para onde primeiro estava?” Isto soou tão ridículo a alguns dos discípulos de Jesus que eles o deixaram (v.66). E isso é prova conclusiva de que eles não sabiam nada sobre a teoria de um Cristo preexistente.

Além disso, considere o título que o Senhor usou. Ele descreveu-se a si mesmo como “Filho do Homem”.

Era o ser preexistente um Filho do Homem? Evidentemente, se esta referência é invocada como prova de sua suposta preexistência.

O que o senhor quis dizer com estas palavras difíceis?

Elas aparecem no final de uma longa conversa com os Judeus, com base na dádiva do maná no deserto, e as circunstâncias fornecem a chave para seu significado.

O maná é descrito como “pão do céu” (João6:32), e o Senhor comparou-se ao antitípico maná ou “pão do céu” (vv. 32-33). Será que essa descrição significa que foi fabricado o maná do céu, a morada de Deus, e flutuou para baixo numa nuvem espessa, todas as noites através do espaço ilimitado acima para o deserto abaixo? Ou será que Deus enviou o Seu Espírito para a terra, e fabricou aí?

Sem dúvida, este último caso, como qualquer pessoa razoável admitirá.

Esse é o sentido, portanto, no qual temos de compreender as alusões do Senhor a si mesmo. Considere as circunstâncias do seu nascimento. O anjo disse a sua mãe:

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35, RA).

Jesus era “o Filho Unigênito de Deus” e, portanto, de cima. Paulo ensinou que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios. 5:19). O que estava em Cristo(o Espírito) havia descido do céu, e habitando na carne de Jesus, subiu ao céu depois de sua ressurreição.

Que este é o verdadeiro significado, é mostrado pelas palavras explicativas do Senhor. Aos discípulos confusos, ele declarou:

“Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do Homem para onde primeiro estava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita” (João 6:62-63).

Deus, pelo Seu Espírito, desceu à terra para providenciar um da raça humana capaz de vencer o pecado (confira Salmo 80:17), e tendo feito isso, Ele levou este para o céu, depois de ter mudado a sua natureza de um corpo de carne para um de espírito, pois deve ser claramente entendido que um ser espiritual é corpóreo (1 Coríntios. 15:44-45). Assim, o Espírito ascendeu onde estava antes, embora de forma diferente. Ele desceu como o poder de Deus, que subiu como um Filho do Homem feito imortal.

“No Princípio, Era O Verbo” (João 1)

O Evangelho de João começa com esta afirmação, e passa a afirmar que este verbo ou palavra estava com Deus e era Deus, e fez todas as coisas (vv. 1-4). E porque o título, Verbo de Deus, é aplicado ao Senhor Jesus em Apocalipse 19:13, alega-se que estes versos em João dizem respeito a uma Cristo preexistente .

Se assim fosse, no entanto, faria com que a Bíblia parece irremediavelmente contraditória, pois referências tais como:”Eu lhe serei por pai, e ele me sera por filho”, “fá-lo-ei meu primogénito”, “Jesus Cristo, filho de Abraão, filho de Davi” estão em contradição com o ensinamento que representa Jesus como ser preexistente.

O termo grego traduzido por “verbo” é Logos. Significa a forma extierior do pensamento interior ou razão, ou a palavra falada como ilustrativa do pensamento, sabedoria e doutrina.

João está ensinando que, no início, o propósito de Deus, sabedoria ou revelação estava em evidência. Estava “com Deus” na medida em que emanava dele, “era Deus” na medida em que representava-O à humanidade [uma expressão semelhante é utilizada por Cristo em Mateus 26:28: “Este é o meu sangue” – ou seja, Isto representa o meu sangue. Novamente em Mateus 13:20: “esse é o” significa o mesmo “ele representa”. “E a pedra era Cristo” (1 Coríntios. 10:4), representava Cristo]; e se tornou a força motriz de tudo o que Deus fez, pois tudo foi feito com isso em mente, e apresentou a esperança de vida para a humanidade (confira João 1, 3-4).

O que João está afirmando, portanto, é que no começo, existia a sabedoria ou o propósito de Deus, e que foi revelado aos homens para fornecer um caminho para a vida.

O que proclamava?

A vinda de alguém que iria vencer o pecado e tornar realidade a esperança de vida. A promessa disto foi declarada desde o início na Palavra ou Doutrina de Deus (por exemplo, Génesis 3:15).

Esta Palavra, Sabedoria ou Doutrina encontrou a sua realidade, a sua substância, a sua confirmação (Romanos15:8), na pessoa do Senhor Jesus Cristo; por isso João ensinou:

“E o Verbo se fez(Grego – ginomai “tornou-se”) carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João1:14).

A Palavra ou Verbo se fez carne, ou tornou-se carne, como está expresso no Grego. A Declaração da sabedoria Divina encontrou a sua substância e realidade, na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Antes do seu advento, era uma simples Palavra ou Promessa, mas quando se tornou manifesta, tornou numa pessoa.

A pessoa não existia antes do nascimento do menino Jesus, mas a promessa e sabedoria de Deus sempre existiu.

Esse é o ensinamento de João. Ela acaba com o constrangimento do ensino de que um anjo tornou-se num embrião no útero de uma mulher, como é exigido pela teoria de um Jesus preexistente.

Reconhecemos que a “Palavra”/”Verbo” é personalizada como “ele”, em João 1:4, mas isso é uma Hebraísmo comum encontrado em toda a Bíblia. Riquezas, Sabedoria, Pecado, e outros assuntos são tratados de forma similar. Por vezes, estes são utilizados para pressionar a doutrina da preexistência. Por exemplo, em várias ocasiões, as Testemunhas de Jeová têm chamado a atenção para passagens como Provérbios 8:22, e aplicaram-lhe a sua noção de um Jesus preexistente. A passagem lê-se:

“O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos e antes de suas obras mais antigas.”

O tema do capítulo é a sabedoria que é personificado; mas, infelizmente, para a doutrina do Filho preexistente, é personificada como uma mulher: “Ela clama”, etc. (Prov. 8:1-3).

“Glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” – João 17:5

Será que estas palavras significam que Cristo estava pessoalmente com o Pai desde o início? ou são expressivas do fato de que Deus, como um arquiteto sábio (Hebreus11:10), previu a glória de Seu plano completo?

Este último, sem dúvida! Isso é mostrado estar fora de questão por causa do uso de linguagem semelhante da mesma maneira.

Assim, Pedro ensinava que o Senhor foi “conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós” (1 Pedro 1:20). João descreve-o como “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8).

Jesus foi “morto desde a fundação do mundo?” Normalmente, sim, nos sacrifícios prestados; mas literalmente, não.

Da mesma maneira, Deus, que conhece o fim desde o início, previu a glória do Filho, e proclamou-o através dos profetas. A glória definitiva de Jesus estava na mente e no propósito do Pai desde o início.

Ele também providenciou para a glória final dos seguidores de Cristo, tanto foi assim que o Senhor orou:

“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste” (João 17:22).

Os seguidores de Cristo possuem a sua glória agora? Não, eles estão apenas “na esperança” de vir a tê-la (ver Romanos 5:2).

Como pode Cristo então alegar a ter dado a eles? Apenas no sentido de que ele a tinha concedido provisionalmente, sabendo a quem tinha sido dada em promessa cumprirá as condições para finalmente recebê-la na realidade.

Assim, um seguidor aceite na vinda de Cristo poderia falar com o Senhor, como Jesus orou ao Pai:

“Glorifica-me, com aquela glória que tinha(em promessa) contigo antes que o mundo(este mundo milenar) existisse!”

Deus conhece o propósito cumprido, e sabendo que Ele trazê-lo-á à sua consumação, é capaz de “chama[r] as coisas que não são como se já fossem.” (Rm 4:17). Paulo ensinou:

“[Deus] nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade,” (Efésios 1:4).

Se João 17:5 comprova a preexistência de Jesus, Efésios 1:4, deve provar a preexistência de todos os que são seguidores dele!

A linguagem utilizada é a mesma dos outros homens que Deus tem usado de uma maneira especial. De Jeremias está escrito:

“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5).

Será que prova a preexistência de Jeremias? Se não, porque João 17:5 deve ser usado para ensinar a preexistência de Jesus, e assim entar em conflito com muitas outras referências que falam dele como o filho de David que nasceu há 1900 anos? Linguagem semelhante é utilizado de Paulo (Gálatas 1: 15) e outros. Quando Cristo voltar, aos seus seguidores que forem aceites será concedida uma glória semelhante à outorgada ao Filho. Eles serão “conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8:29).

A Responsabilidade É Sua

Como a esperança da vida eterna está ligada a uma compreensão correta do Pai e do Filho (João 17:3), é da responsabilidade de todos buscar a verdade sobre estas matérias. É muito difícil livrar nossas mentes de preconceitos, mas é necessário se quisermos encontrar a verdade. É lógico que um anjo se torne num bebé, e ser obrigado a aprender tudo de novo, essas coisas que um dia ele havia tido conhecimento? Qual é o propósito disto?

Não, a verdade é simples, clara e lógica. O espírito de Deus causou o nascimento de seu filho, e fortaleceu-o na sua peregrinação diária para a vitória sobre o pecado. Ao fazê-lo foi revelado o meio de vitória para cada um de nós: a ajuda divina e força (Filipenses 4:13). Um exame cuidadoso das Escrituras mostrará que a doutrina da preexistência é tanto ilógica como falsa.

Percebemos que este estudo está longe de ser tratado, e que com brevidade tocou nos pontos em questão. Falta de espaço impede-nos fornecer uma exposição mais completa, mas estamos preparados para fazê-lo por correspondência. Caso haja qualquer referência que você acha que ensina a preexistência do Senhor Jesus, por favor, chame-a à nossa atenção para que possamos estudá-la com você.

Como Cristadelfianos acreditamos que a vinda de Cristo está muito próxima, e cabe a todos os que estão interessados em sua salvação pessoal colocar-se em tal relação com ele para que ele o aceite na sua vinda. Uma boa compreensão da pessoa e propósito do Senhor Jesus é essencial para esse fim, e por isso exorto-vos a dar a vossa séria atenção a estas questões. Ficaremos felizes em nos correspondermos com você sobre estas questões.

H. P. Mansfield

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