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A Lei de Deus e o sábado.

Na agitação incessante da vida moderna, perdemos o ritmo entre trabalho e repouso. Nenhum tipo de vida dispensa esse ritmo, que está presente na alternância entre as atividades da vigília e a necessidade de sono do corpo. Está presente no modo como o dia se dissolve em noite e a noite em manhã. Está presente na medida em que o crescimento ativo da primavera e do verão é serenado pela necessária dormência do outono e do inverno. Está presente no movimento da maré. Esse profundo e eterno diálogo entre a terra e o mar. No nosso corpo, o coração perceptivelmente descansa depois de cada batida; os pulmões repousam entre a expiração e a inspiração.

Nos perdemos esse ritmo essencial,a nossa cultura invariavelmente parte do pressuposto de que a ação e a realização são melhores do que o repouso,que fazer alguma coisa ,qualquer coisa é melhor do que não fazer nada. Como desejamos ser bem sucedidos e satisfazer as expectativas de todo mundo nós não descansamos como não descansamos ficamos desorientados, perdemos a bússola que nos mostraria o caminho e nos desviamos do que nos poderia dar alívio, Perdemos a quietude que nos daria sabedoria ,perdemos a alegria e o amor nascido do prazer sem esforço incansável, jamais permitimos descanso a nossa vida corre perigo.Ter uma vida “bem sucedida” ser tornou uma empreita violenta.Declaramos guerra a o próprio corpo, pressionando-o além dos seus limites; guerra a os filhos porque jamais dispomos de tempo para ficar ao seu lado quando sentem medo e se machucam e assim precisam da nossa assistência; guerra ao espírito ,porque sempre estamos preocupados de mais para ouvir; guerra a comunidade, porque nos ocupamos,temerosos em proteger as nossas posses e não nos sentimos seguros o bastante para sermos bons e generosos ;guerra á terra,porque não temos tempo para colocar os pés no chão e nos permitir senti-lo,saborear suas benção e sentir gratidão.

Como permitimos que isso acontecesse? Não era essa nossa intenção não era esse o mundo com que sonhávamos quando éramos jovens e a vida inteira parecia cheia de possibilidades e promessas. Como fomos nos perde de modo tão aterrador num mundo saturado de “agarre tudo o que conseguir com o seu esforço”, mas um tanto destituído de alegria e prazer?

Na realidade nós esquecemos do sábado

Antes que você descarte essa afirmação como simplista,ingênua mesmo,devemos analisar mais completamente a natureza e a definição de sabbath( sábado) . Refere a um único dia da semana ,o sábado também pode ser um instrumento revolucionário e de longo alcance para cultivar essas preciosas qualidades humanas que só crescem ao longo do tempo. Se é possível o trabalho se transformar numa espécie de violência ,não precisamos estender muito a nossa percepção para constatar que o tempo do sábado- repouso nutridor e ausência de esforço –pode constituir a cura para a violência .O sábado pode constituir um desafio revolucionário a violência do excesso de trabalho,da acumulação irrefletida de bens e infindável multiplicação de desejos,responsabilidades e realizações .O sábado é uma forma de ingressar num tempo em que nos lembramos de quem somos e do que sabemos e de saborear os dons do espírito e da eternidade. Como uma trilha na floresta, o sábado cria pontos de referencia para nos mesmos,para que se nos perdemos, possamos encontrar o caminho de volta para o nosso centro. Lembre-se do sábado significa: Lembre-se de que tudo que você recebeu é uma benção. Lembre-se em ter prazer na sua vida, nos frutos do seu trabalho.  Lembre-se de parar e agradecer pela maravilha de tudo isso. Lembre-se, como se fossemos esquecer. De fato,a presunção é que iríamos esquecer.E a história tem demonstrado que com o tempo nos esquecemos.

A maioria das pessoas anda tão ocupada com os gastos diários, que não reserva tempo quase nenhum para as questões espirituais da vida.                       Não obstante, encontra tempo para os programas de televisão, para o cinema,         as festas e os esportes, à noite e fins de semana. Parece que Deus está muito longe. Mas a grande questão é- quando? Quando dedicaremos tempo para realmente conhecer a Deus? Quando dedicaremos tempo para conhecer a bíblia, orar fervorosamente e meditar sobre as leis e propósito da vida?                     Para a maioria das pessoas, a resposta verdadeira talvez seja ‘’nunca’’ – a menos que aprendam a obedecer ao quarto mandamento do Deus todo poderoso! A obediência a este mandamento pouco compreendido é um fator poderoso para aproximar do Deus criador tanto homens como mulheres, e colocá-los, mas ao alcance das bênçãos e da orientação de Deus.                      O quarto mandamento completa a primeira parte do decálogo (os dez mandamentos), que trata do relacionamento do ser humano com Deus. Ele estabelece a contínua observância de um sinal de comunhão entre Deus e os homens. Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do senhor teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há,e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o sétimo dia e o  santificou(Exodo20:8-11).                                                                                                                                              Notemos que ele começa com um imperativo: ‘‘Lembra-te’’. Esta forma mostra que o mandamento do sábado já era antes conhecido dos eleitos de Deus e que, ao incorporá-lo como parte de seu pacto, Deus queria lembrar-lhes uma ordem espiritual que eles já conheciam.                                                                           ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar”. Ora, não se pode “conserva” quente a água fria.E os homens mortais não podem santificar coisa alguma.Portanto para se entender totalmente o significado deste mandamento divino, é preciso saber quem santificou o dia do sábado, e quando.                         Jesus disse: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o filho do homem até do sábado é senhor (Marcos 2:27-28). Notemos que Jesus disse que o sábado foi feito. E tudo que foi feito tem o Fazedor                                                                                                                                                       Notemos também que Jesus não disse que o sábado foi feito exclusivamente para o povo Judeu, mas para todos os seres humanos. Depois ele declarou que ele (Cristo ) é Senhor do sábado. Aqui ele diz ser  não o destruidor, mas o senhor do sábado.                                                                                                      Para entendermos a ordem de lembrar e manter o dia do sábado santificado,e saber quem, em primeiro lugar, o criou, precisamos voltar ao relato feito por Deus no começo da criação.Ao falar especialmente dele, como autor da criação, o inspirador escritor de Genesis declara: E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a  sua obra, que Deus criara e fizera (Genesis 2:2-3).                                                                                              Jesus disse que o sábado foi feito por causa do homem.E por ai vemos que o sábado foi feito depois da criação do homem.                                                                Note-se que Deus ‘’abençoou’’ e santificou o sétimo dia , tal distinção não foi outorgada a nenhum dos seis dias precedentes. Quando Deus abençoa uma coisa, ele lhe confere os seus divinos favores,pondo nela a sua presença.A própria palavra santificar significa pôr a parte para uso ou propósito santo.            Com certeza esta visão da experiência do sábado realça mais o significado do mandamento de Deus: Lembra-te do dia de sábado para o santificar.                           O dia de sábado é, pois, um espaço de tempo santo, feito por calça do homem, como uma grande benção para toda a humanidade.                                                       Nosso criador sabia que precisaríamos de um período de descanso e de adoração,a cada sete dias, e este foi o propósito fundamental para a criação do sábado. Cada um de nos tem a tendência de deixar-se absorver em demasia pelas ocupações cuidados e prazeres do dia-a-dia, durante a semana. Prevendo isso, nosso criador separou o dia de sábado como tempo consagrado, durante o qual possamos esquecer completamente nossas obrigações de rotina e nos aproximar dele através do estudo, da oração e da meditação. O homem moderno necessita extremamente deste intervalo de tempo para entrar em comunhão com seu criador e Deus. Com tempo para pensar e adorar o seu Deus, orando, estudando e meditando sobre os propósitos da existência humana e das leis de Deus- tudo isso virá acrescentar grande força e sentido à vida durante os outros seis dias da semana.                     O sábado é uma das maiores bênçãos já outorgada à família humana.

Distinção de leis

“Por essa razão, pois amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaias de vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” II Pedro 3:14 a 18

 


Por esta exposição inicial, vamos iniciar um estudo sobre textos mal compreendidos hoje pelos cristãos, com relação a Lei de Deus ou Dez Mandamentos, e descobrir a verdade sobre tais textos, dentre eles:

Gálatas 3:10 – “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição…”

Gálatas 3:13 – “Cristo nos resgatou da maldição da lei…”

Efésios 2:15 – “Aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças…”

Colossenses 2:16 e 17 – “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.”

Leia os versículos seguintes comparando com os citados acima.

Romanos 3:31 – “Anulamos, pois, a Lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a Lei.” – Ora! Não foi desfeita a Lei? Não é maldito o que observa? Porque então “estabelecer” uma Lei nestas condições, ainda mais sobre a base da fé?

Romanos 7:7 – “Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da Lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a Lei não dissera: ‘Não cobiçarás.’”

Romanos 7:12 – E assim a  lei é santa, e o mandamento santo,  justo e bom.” – Repetindo: Lei santa, Lei justa e Lei boa. Como admitir que a mesma seja maldita?

Efésios 6:2 – “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa…” – Paulo adverti a observar esse mandamento, no entanto, seria ilógico observá-lo, já que os Dez Mandamentos, foram “desfeitos”, não acha?

I Timóteo 1:8 – “Sabemos, porém, que a Lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo…” – E agora? Para onde ir? É inconcebível que uma coisa maldita, desfeita ou anulada, seja boa, concorda?

Até aqui, é possível ter entendido que há diversidade de leis na Bíblia. E realmente Paulo menciona muito o termo lei, nos assuntos que enfoca, de maneira ora explícita e clara, ora dificultosa ao entendimento imediato. Certo é que Paulo estabelece a diversidade de leis, realçando uma, a Lei de Deus (Dez Mandamentos) também conhecida como Lei Moral e mostrando a caducidade de outra, a Lei de Moisés, também conhecida Lei Cerimonial na qual era constituída de: sacrifícios, ofertas diversas, circuncisão, dias de festas…

Crê boa parte dos cristãos de hoje que a Lei de Deus foi abolida quando Cristo morreu na cruz. Isso ocorre porque estes mesmos cristãos aplicam ao termo “LEI“, encontrado nas Escrituras, como a definição de todas as leis da Bíblia. Não sancionam a separação delas e discordam que haja distinção entre as mesmas, tudo se resume, pensam, na Lei de Moisés.

Admitir que a Bíblia só apresente uma lei, e que tudo é Lei de Moisés, não havendo portanto distinção entre elas, é o mesmo que dizer ser ela um amontoado de contradições. De fato, existem leis providas de Deus, que foram enunciadas, escritas e entregues por Moisés, e entre elas está a Lei Cerimonial, constituída de um ritual que os judeus deveriam praticar até que viesse o Messias Jesus. (Êxodo 24:7; Deuteronômio 31:24 a 26)

Todo o cerimonialismo, representava Cristo. Todas os estatutos e leis cerimoniais que eram realizados pelos judeus apontavam para Ele. Todas as coisas realizadas representava o sacrifício, o perdão e a salvação realizado por Cristo na cruz. (Colossenses 2:8 a 19). Pesquisando atentamente as Escrituras, podemos encontrar outras leis com:

leis acerca dos altares – Êxodo 20:22 a 26; leis acerca dos servos – Êxodo 21:1 a 11;leis acerca da violência – Êxodo 21:12 a 36; leis acerca da propriedade – Êxodo 22:1 a 15; leis civis e religiosas – Êxodo 22:16 a 31;  lei dietética – Levítico 11;repetição de diversas leis – Levítico 19… leis para os sacerdotes – Levítico 21:1 a 24

 

A Lei e o Evangelho

Quando os judeus rejeitaram a Cristo, rejeitaram a base de sua fé. E, por outro lado, o mundo cristão de hoje, que tem a pretensão de ter a fé em Cristo, mas rejeita a Lei de Deus, comete um erro semelhante ao dos iludidos judeus. Os que professam apegar-se a Cristo, polarizando Nele as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a Lei Moral e as profecias, não estão em posição mais segura do que os judeus descrentes. Não podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são incapazes de explicar devidamente  de que se devem arrepender. O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a Lei de Deus podem responder: “Pecado é a transgressão da Lei.” (I João 3:4). Em confirmação disto o apóstolo Paulo diz: “… eu não conheceria o pecado, não fosse a Lei.” (Romanos 7:7)

Unicamente os que reconhecem a vigência da Lei Moral podem explicar a natureza da expiação. Cristo veio para servir de mediador entre Deus e o homem, para unir o homem a Deus, levando-o à obediência a Sua Lei. Não havia e não há na Lei, poder para perdoar o transgressor. Jesus, tão-só, podia pagar a dívida do pecador. Mas o fato de que Jesus pagou a dívida do pecador arrependido não lhe dá licença para continuar na transgressão da Lei de Deus; deve ele, daí por diante, viver em obediência a lei de Deus.

Propósito da Lei Cerimonial

Se Adão não tivesse transgredido a Lei de Deus, nunca teria sido instituída a Lei cerimonial. O evangelho das boas novas foi primeiro dado a Adão na declaração que lhe foi feita, de que a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente; e foi transferido através de gerações a Noé, Abraão e Moisés. O conhecimento da Lei de Deus e do plano da salvação foi comunicado a Adão e Eva pelo próprio Deus. Entesouraram cuidadosamente a importante lição, transmitindo-a verbalmente aos filhos e aos filhos dos filhos. Assim se preservou o conhecimento da Lei de Deus.

Os homens naqueles dias viviam quase mil anos, e anjos visitavam-nos com instruções providas diretamente de Deus. Foi estabelecido o culto de Deus mediante as ofertas sacrificais, e os que temiam a Deus reconheciam perante Ele os seus pecados, aguardando, com gratidão e santa confiança, a vinda da Estrela da Manhã, que havia de guiar a Deus  os caídos filhos de Adão, por meio do arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Assim era o evangelho pregado em cada sacrifício; e as obras dos crentes revelavam continuamente a sua fé num Salvador porvindouro. Disse Jesus aos judeus: “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em Mim; porque de Mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas Minhas palavras?” (João 5:46 e 47)

Era, porém, impossível a Adão, por exemplo e preceito, deter a onda de miséria que sua transgressão trouxera aos homens. A incredulidade insinuou-se no coração dos homens. Os filhos de Adão apresentam os dois rumos seguidos pelos homens em relação às reivindicações de Deus. Abel via a Cristo prefigurado nas ofertas sacrificais. Caim era incrédulo quanto à necessidade de sacrifícios; recusou-se a discernir que Cristo era tipificado pelo cordeiro morto; o sangue de animais parecia-lhe não ter virtude alguma. O evangelho foi pregado a Caim, assim como para seu irmão; mas foi-lhe um cheiro de morte para morte, visto como não reconheceu, no sangue do cordeiro sacrifical, a Jesus Cristo – única provisão feita para salvação do homem.

Nosso Salvador, em Sua vida e morte, cumpriu todas as profecias que para Ele apontavam, e foi a substância de todos os tipos e sobras apresentados. Ele guardou a Lei Moral, e exaltou-a satisfazendo a suas reivindicações, como representante do homem. Aqueles, de Israel, que se volveram ao Senhor, e aceitaram a Cristo como a realidade simbolizada pelos sacrifícios típicos, discerniram a finalidade daquilo que devia ser abolido.

Contraste entre as leis

Segundo o estudo anterior (Distinção de Leis), é possível que alguém tenha ficado perplexo, pois há textos na Bíblia que positivamente declaram ser a Lei de Deus eterna, e que não muda, e que todos devem obedecê-la. Por outro lado, existem outras passagens que parecem significar que a lei foi dada por um determinado tempo apenas, e não nos encontramos agora na obrigação de obedecê-la.Estas declarações parecem causar confusão no espírito de certas pessoas; mas a Palavra de Deus é verdadeira, e nela não há contradição. O que nos dá essa impressão, deve ser apenas falta de compreensão de nossa parte.Podemos ser sinceros em nossa opinião, e todavia enganar-nos por falta de perfeita compreensão do assunto. A Bíblia é a Palavra Viva, é a Palavra do Deus Vivo… Trata da realidade eterna. Encontra-se nela, alturas e profundidades além da compreensão da mente finita do homem. Mas esse mesmo fato não é senão outra evidência de que ela é de Deus.

A Lei Moral ou Lei de Deus (Dez Mandamentos) vem da eternidade. Os princípios desta Lei são base do governo de Deus. São imutáveis como o Seu Legislador. A Lei é por natureza indestrutível, nem um mandamento pode ser tirado do Decálogo. Permanece todo ele irrevogável e assim permanecerá para sempre… Lucas 16:17.”

Entretanto, o mesmo não se estabelece com a Lei Cerimonial, freqüentemente chamada de Lei de Moisés, que veio a existir depois da queda do homem. Esta lei consiste em manjares e bebidas, várias abluções, justificações da carne e sacrifícios, destinada a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus; e com Sua vinda, todas estas coisas foram encerradas. Aí encontram-se o tipo e o antítipo; a sombra encontrou o corpo (Colossenses 2:16 e 17). Quando Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu na cruz, o véu do templo se rasgou em dois de alto a baixo (Mateus 27:51). Os serviços do templo a partir daquele momento deixaram de ter lugar. O sistema sacrifical cessou, e a lei que a ele pertencia deixou de existir. Foi cravada e riscada na cruz (Colossenses 2:13 a 15).

A Lei Cerimonial foi dada para satisfazer condições temporárias e locais da Antiga Aliança (Êxodo 24:1 a 11).
Uma vez que essas condições mudaram em virtude da crucificação, ao mesmo tempo, fez-se uma Nova Aliança (Hebreus 8:6 a 9).
Mediante o sacrifício do Cordeiro na cruz, todos os povos, nações e línguas poderão chegar a Deus (Isaías 56:1- 8;  Hebreus 8:11; João 14:6).

Somente através do sangue de Cristo conseguimos a remissão dos      nossos pecados ( Hebreus 10:19 e 23).

A Lei de Deus da Antiga Aliança é a mesma Lei da Nova Aliança nos dias de hoje, permanece a mesma e permanecerá para sempre. Com a Nova Aliança os Dez Mandamentos, a Suprema Lei de Deus, é guardada e gravada na mente daqueles que O buscam, é selada no coração dos Seus discípulos (Isaías 8:16; Hebreus 8:10 a 13; Jeremias 31:31 a 35).
  • Todos são agora justificados na presença do Pai, através da fé em Jesus, e somente a parti Dele somos aptos a guardar os Seus mandamentos (Romanos 2:13; Romanos 5:1 e 2; Romanos 16:25 a 27; João 15:9 e 10; Apocalipse 14:12).
  • Firmando assim a Nova Aliança, superior, perfeita e eterna (Hebreus 9:11 a 15).

Concluindo, na Nova Aliança a Lei Cerimonial (os estatutos cerimoniais) da Antiga Aliança não tem mais razão para continuar, não há mais razão para existir. A lei moral ou a lei de Deus, no entanto, acompanhará os justos através dos séculos.

Aqueles que pregam que, a Lei de Deus foi abolida, forçosamente também terão de crer que não existe pecado, e se assim é, todos são justos, e todos se salvarão, creiam ou não em Cristo, tenham ou não nascido de novo. Sim, porque Deus não pode condenar nem destruir aqueles que não pecaram. Aceitando-se que a Lei Moral foi abolida por Cristo, não há mais necessidade de fé e muito menos angustiar-se por causa da perdição eterna.

Romanos 7:6 – “Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.”

Livres da Lei” – Por quê? Simples. Antes, porém, se você achar que esse “livre” é para fazer o que bem entende, isente Paulo primeiro. A transgressão da Lei é pecado (I João 3:4). Disso Paulo não deixa dúvidas. Diz ele: “…mas o pecado não é levado em conta quando não há Lei.” (Romanos 5:13). Guardando os mandamentos da Lei de Deus, não estaremos sob sua condenação, mas “estaremos livres” de sua penalidade. Não livres da Lei. Veja bem, o por que:

A Lei é espiritual. Paulo afirmou em Romanos 7: 14. O homem carnal não é sujeito à Lei de Deus. O homem carnal transgride a Lei inopinadamente, porque é carnal. Este homem rouba e a Lei diz: “Não furtarás“. Quando porém este homem se converte, deixa de roubar; passa da esfera carnal para a espiritual, que é a própria esfera da Lei, e então ela deixa de acusá-lo de roubo. Todavia (não esperamos), se um dia esse homem voltar a roubar, novamente a Lei tornará a acusá-lo: “Não furtarás“… então, entende como a Lei não perde o valor quando o homem se converte? Ela simplesmente não terá domínio sobre ele, não o acusará por todo o tempo enquanto com ela viver em obediência, está pessoa estará “livre da lei”. Hoje, porém, há pessoas que chegam ao grande erro de dizer que a Lei Moral foi pregada na cruz, que estamos sob maldição e que adoramos um Deus morto (tudo isso já nos disseram). Mas, para Paulo não é assim, “de modo nenhum!“, enfatiza Paulo. Ele só se apercebeu da malignidade do pecado quando se espelhou na Lei de Deus. Diante dela, esta, o acusou de cobiça.

Por outro lado, quando Paulo era carnal (isto é, antes de sua conversão), cobiçava, matava (tinha carta de autorização para isso), praticava atos de judiaria com crentes, e sua consciência não lhe doía; participou da morte de Estevão e tudo era-lhe normal. Mas agora, Saulo é Paulo, o ímpio é cristão, o carnal é espiritual, e assim descobriu ele o verdadeiro valor da Lei, e no poder de Cristo a ela obedeceu enquanto teve fôlego de vida.

Mais três textos claros definem, se houver dúvidas, que a Lei é imprescindível na dispensação cristã para que possamos apresentar ao mundo que o pecado ainda impera, e, portanto, há necessidade do Salvador Jesus.

  • Romanos 3:19 e 20: “… porque pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.”
  • Romanos 4:15: “… mas onde não há lei, também não há transgressão.”
  • Romanos 5:13: “… mas o pecado não é levado em conta não havendo lei.”

É bastante claro o ensino de Paulo. Ele não tem dúvida. A Lei permanece em vigor, enquanto existir pecado. Quando,  porém este chegar ao fim, a vigência da Lei cessa.

Romanos 7:8 – “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a sorte de concupiscência; porque, sem Lei, está morto o pecado.”

O apóstolo Paulo descobriu e ensinou que não teria conhecido o pecado se não fosse a Lei (Romanos 7:7). Disse que o pecado não teria valor, estaria morto, se não existisse a Lei (Romanos 5:13). A Lei lhe revelou a hediondez do pecado; por isso afirmou: “… o pecado reviveu e eu morri.” (Romanos 7:9). Mas Paulo não permaneceu morto. Observando a Lei, o pecado desapareceu, ele reviveu para uma vida nova, e quem “morreu” agora foi o pecado, enquanto ele vivia em obediência, livre da penalidade da Lei.

Romanos 10:4 – “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

Este texto, se for lido e tentado provar que ele cancela por completo a Lei Moral, que fora abolida na cruz, e que quem a observa é maldito, e outros “mitos”, certamente estará do lado do erro.

Se o termo “fim“, que é proveniente da palavra grega telos, empregado aqui neste texto, ter como querem, o sentido de “término”, “encerramento”, “abolição”, então o mesmo peso e a mesma medida terão que ser aplicados em I Pedro 1:9: “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” Ora o sentido é o mesmo, mas você jamais irá crer e aceitar o término, abolição e encerramento da fé do crente! Será que, assim, pode ele esperar a salvação de sua “alma”? A palavra “fim”, aqui empregada, tem o sentido de finalidade, objetivo, propósito. Os chefes e executivos podem auxiliar o seu entendimento, porque estão acostumados a redigir cartas neste teor; observe:

  • “Esta tem o fim (objetivo) de informar a V. Sra. que o carregamento de matéria-prima ficou retido no cais…”
  • Com o fim (propósito) de convidá-los para inauguração da nova sede, enviamos-lhes estes convites…”
Aliás, com este termo “fim“, não como término de alguma coisa, mas como objetivo, concordam os grandes teólogos cristãos, sinceros em sua religião, que não têm idéias preconcebidas. Imagine você, se aceitarmos que este fim aí cancelou a Lei de Deus; todo o ensinamento que Paulo deixou sobre essa Lei, que está em vigor e que foram provadas com inúmeras Escrituras aqui estudada; será abolida. E sendo assim, deveremos também apoiar a macabra idéia de que chegou ao “fim” a obrigação de temer a Deus. Ouça o que diz o pregador: “De tudo o que se tem ouvido o fim é: teme a Deus e guarda os Seus Mandamentos…” (Eclesiastes 12:13). Só porque este fim está aí, iremos deixar de temer a Deus?

Romanos 14:5 – “Um faz diferença entre DIA e DIA, mas outro julga IGUAIS todos os DIAS…”

A Epístola aos Romanos além de ser um hino de exaltação à Lei Moral é também, por excelência, um doutrinal de justificação pela fé. E aqui, da mesma forma que se nota nas outras cartas paulinas, “os judaizantes” não lhe davam tréguas. No capítulo 14 desta Epístola, vemos suas garras sendo estendidas solertemente a fim de injetar a heresia da justificação pelas obras da Lei Cerimonial. Entretanto, abriremos os olhos para alcançar de forma clara o que Paulo diz neste capítulo para desanuviar a confusão gerada nos leitores atuais desta Epístola que pensam ter sido cancelado o sábado.

A pessoa sincera, que ainda não entendeu a santidade do quarto mandamento da Lei de Deus, pensa que neste texto Paulo o menospreza. Não, não é assim! O primeiro passo a dar para desvendar o assunto é descobrirmos de que DIA trata. Convém lembrar que este problema também ocorreu com os gálatas, e Paulo assim os repreendeu:

  • “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.” (Gálatas 4:10) – E também se deu com os crentes de Colossos:
  • “Portanto, ninguém vos julgue… por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados.” (Colossenses 2:16).

Especificamente, neste texto, Paulo extravasa o assunto de maneira muito clara e abrangente assegurando que a exigência dos judaizantes em todos os lugares onde se infiltrassem era mesma: guardar dias, meses, tempos, Luas Novas, que eram  festivais Sabaticos.

Portanto o – DIA e DIAS – de Romanos 14:5, é o próprio de Gálatas, e também o mesmo dos Colossenses, que não é outra coisa senão as festas judaicas que compunha a Lei Cerimonial. Estes festivais obedeciam a um calendário anual e quando chegavam,  o DIA era considerado sábado e revestido de toda a santidade conferida ao sábado do sétimo dia da semana. Estas cerimônias foram exigidas antes da morte de Cristo porque eram sombras de Cristo (Colossenses 2:17). Vindo Ele, acabou.

. A insistência dos judaizantes ao reviver tais festas era a pura recusa às doutrinas Cristocêntricas apresentadas por Paulo.

Como se vê, em tudo isso nada há contra o Sábado do sétimo dia da semana, que, como um mandamento da santa Lei de Deus, permanece como sinal entre Deus  e os seus obedientes filhos (Ezequiel 20:20). Ainda que o Sábado tenha emprestado seu nome aos festivais cerimoniais nada tem a ver com eles. Lamentavelmente, o sábado semanal permanece hoje como o grande mandamento esquecido.

A lei de Deus aos gálatas

Gálatas 2:16 –“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei e sim mediante a fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”Paulo como que franze o cenho, olhando para Pedro e os demais apóstolos e discípulos, usando de sua fina dialética, mostra-lhes o poder do evangelho.Circuncisão era uma exigência da Lei Cerimonial, necessária antes de Cristo. Mas após a morte do Senhor, cumprir esse ritual era buscar justificação pelas obras; por isso Paulo rebateu essa posição, pois o necessário agora era demonstrar e exercer fé no sacrifício de Jesus, e nada mais. Querer, portanto, praticar esse ritual depois que foi cancelado, era tentar justificar a si próprio, o que contraditava o Evangelho de Jesus.

Por isso Paulo enfatizava: “Por obras da lei ninguém será justificado.” Corretíssimo. A Lei Cerimonial não se compunha somente do dogma da circuncisão, mas de uma infinidade de cerimônias; porém, o problema na ordem do dia é ela. O foco principal discorrido entre Paulo e os demais é a circuncisão comentada na epístola.

Gálatas 2:21 – “Não anulo a graça de Deus, porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu inutilmente.”

Antes do advento do Messias, Deus dera aos judeus, em especial, um ritual maravilhoso. Um conjunto de cerimônias, acompanhado de variadas ordenanças. Sua obrigação era exigível, pois todo o cerimonial apontava para Jesus. Era, portanto necessário até que Ele viesse. Vindo, porém  o Filho de Deus, todo aquele cerimonial, embora belo e requerido, tornara-se inútil, pois era sombra de Jesus (Hebreus 10:1). Paulo por sua vez, compreendeu assim, aceitou o fato e colocou-o em prática. Por isso, indignou-se, ao ver, agora, novamente os discípulos voltarem a circuncidar-se.

Mais irritado ficou ao notar os próprios apóstolos presenciarem essa disposição de suas ovelhas e nada fazerem. Permaneciam inertes. Daí causa, em Paulo, repulsa tal que levou a repreender não somente os discípulos, mas também a Pedro. Paulo não concordava de modo algum, com a atitude daqueles homens que tiveram repetidas vezes o esclarecimento do plano de salvação. Um plano tão detalhado, com o seu cumprimento na morte vicária de Jesus, voltar agora aos rituais abolidos. E se essas praticas pudesse justificar o oferente, então Jesus teria morrido em vão, asseverava Paulo.

Gálatas 3:10 – “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-las.”

Se tivéssemos aberto a Bíblia agora, tomando este versículo separado, lendo-o, e em seguida fechando-a, certamente iríamos interpretá-la de maneira errônea. Mas infelizmente é dessa forma que a mensagem do apóstolo Paulo é estudada por muitos. Servindo-se deste versículo, muitos pregam inverdades e escrevem grosseiras falsidades, enganando muita gente sincera.

Gálatas 3:10 – “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-las.”

1.º – Quem pratica ou permanece em “todas cousas escritas no livro da lei” está sob maldição. Logicamente não poderá ser a Lei Moral ou os Dez Mandamentos, que a Bíblia nos mostra sem deixar qualquer dúvida. As Escrituras deixam bem claro que os Dez Mandamentos são eternos e não mudam. E estes mesmos Dez Mandamentos entregue a Moisés no monte Sinai foram divididos sabiamente em duas partes pelo Seu Criador.
Os quatro primeiros dizem respeito à nossa obrigação para com Deus, e os seis restantes, para com o nosso próximo. Assim que, amar a Deus de todo coração, de toda a alma e entendimento, é cumprir os primeiros Quatro Mandamentos da primeira tábua de pedra. E amar nossos semelhantes como a nós mesmos é cumprir os Seis Mandamentos restantes na segunda tábua de pedra. Portanto se isso é maldição, pedimos-lhe para afirmar: é irracional, incabível, insuportável e inverossímil.

2.º – Essa lei que Paulo menciona foi escrita em um livro. Portanto, só isso bastaria para os sinceros crentes compreenderem que essa lei focada pelo apóstolo é a Lei Cerimonial, haja vista que os Dez Mandamentos foram escritos pelo próprio Deus e em pedras (Êxodo 31:18). Ora, pedra é granito, livro é pergaminho, pele de animal e casca de madeira. Por isso mesmo é bastante diferente.

Gálatas 4:9 e 10 – “Mas agora, conhecemos a Deus, ou antes, sendo conhecidos de Deus, como estais voltando outra vez, a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses e tempos, e anos.”

Após um longo estudo sobre as diferenças entre as Lei Moral e Cerimonial, temos certeza absoluta onde encaixar e enquadrar “esses rudimentos fracos e pobres.” Entretanto deixaremos bem gravado que a “lei” enfocada novamente por Paulo, é aquela que a Bíblia nos diz ser: Lei Cerimonial, porque:

1.º – Na seqüência do pensamento de Paulo está se mostrando a inutilidade daquelas cerimônias introduzidas pelos judaizantes em sua ausência. Diz que é maldito (Gálatas 3:10) todo aquele que praticar aquelas obras, depois que se tornaram obsoletas. Por outro lado, na Lei Moral, não existem cerimônias. Pelo contrário Ela enobrece o homem, moralizando-o, daí não conter maldição.

2.º – Menciona Paulo que a Lei Cerimonial foi escrita em um livro (Gálatas 3:10), ao passo que a Lei Moral foi escrita em blocos de pedra (Êxodo 31:18).

3.º – Diz Paulo que a Lei Cerimonial tinha um propósito: mostrar a obra redentora de Cristo. E isso não pode ser requerido da Lei Moral. Nos Dez Mandamentos não há ordem para circuncidar, nem matar animais, ou outro ritual qualquer, os quais simbolizavam e apontavam a obra de expiação de Jesus.

4.º – Ninguém será maldito por guardar a Lei Moral; pelo contrário, ela ajuda o homem a tornar-se elevado, nobre e a ter bons princípios. A Lei do Senhor (Dez Mandamentos) é perfeita (Salmo 19:7).

5.º – A Lei Moral não tem “rudimentos“, e sim “Mandamentos” (Salmo 119:34 a 36). Em Romanos 7:12: “Por conseguinte, a Lei é santa; e o Mandamento santo, e justo, e bom.”

Fica, por conseguinte, claríssimo que a “lei” de “rudimentos fracos e pobres” jamais pode ser a Lei Moral, que é enaltecida por Paulo, e que mesmo a fé não pode anular (Romanos 3:31). Pelo contrário, a Bíblia diz que os Dez Mandamentos e o testemunho de Jesus são requisitos, características, para distinguir os filhos de Deus, nos momentos finais deste mundo. (Apocalipse 12:17 e Apocalipse 14:12).

6.º – Portanto a Lei Cerimonial é que se enquadra no texto, pois ela, sim tem “rudimentos“, e estes são comprovadamente, “fracos e pobres“, foram e são impotentes para justificar. Cumpriram sua missão e pronto. Acabou. E note o paradoxo, foram anulados pela fé em Cristo.

7.º – A Lei Moral não exige a guarda de “dias” e sim de “um” dia, ordenado por Deus – o Sábado – memorial eterno do Seu poder Criador.

8.º – Na lei Cerimonial havia sim “dias“, “meses” e “anos“. Eram sete festas anuais, consideradas feriados altamente solenes, são elas:

1.ª – Páscoa. 2.ª – Festa dos Pães Asmos.
3.ª – Festa das Primícias (Pentecostes). 4.ª – Memória da Jubilação (Festa das Trombetas).
5.ª – Dia da Expiação. 6.ª – 1.º Dia da Festa dos Tabernáculos.

 

7.ª – Último Dia da Festa dos Tabernáculos.

 

Estas festas se davam no decorrer do ano judaico. Eram datas fixas em dias móveis. Por exemplo, data fixa quer dizer: um dia de determinado mês. Dia móvel indica que esse dia podia cair em uma segunda, quarta, quinta, sábado, etc. (Assim como o nosso sete de setembro, que é feriado nacional, não cai continuamente no mesmo dia da semana, porém é uma data fixa – sete de setembro). Eram “dias” guardados com tanta solenidade pelos judeus que se assemelhavam ao sábado do sétimo dia da semana, porque, naqueles “dias” em que caíam tais festas, toda a nação parava.

 

 

Gálatas 5:1 a 4 –“Estais pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do julgo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós, os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.”Observe que Paulo novamente enfatiza o tema central especulativo da epístola: a circuncisão. Os gálatas buscavam com “ousadia e muita severidade” a justificação pelas suas próprias obras, e o apóstolo sabia que nada disso tinha valor; mesmo que eles observassem todos os ritos mosaicos com a maior sinceridade, de nada adiantaria. O homem só será justificado e salvo pela fé em Cristo, nada mais.

 

Paulo então determina, como que cansado de falar, argüir e repreender: “Se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará“. E isso é fácil de compreender agora, pelo estudo que fazemos de toda a epístola de Gálatas.

Cristo Jesus morreu; Sua morte cancelou a Lei Cerimonial. Agora era necessário apenas exercer fé no ressurreto Filho de Deus, para que o homem fosse justificado. Isso é graça. Se os gálatas continuassem a buscar a justificação pelo cumprimento e prática das obras da Lei Cerimonial, a graça não teria nenhum valor para eles. Por certo, “da graça cairiam“.

Paulo pregava o evangelho da liberdade. Cristo concidera a liberdade pelo Evangelho. Fé, somente fé em seu sacrifício. Fé e testemunho em favor de Cristo, eis tudo que era necessário. Entretanto, queria novamente os gálatas meter-se debaixo da servidão do ritual mosaico; reviver os momentos solenes do sistema sacrifical e da infinidade de cerimônias, agora inúteis e sem nenhuma expressão, pois Jesus Cristo, o justo, tornara-se a oferta viva pelo pecado, o Cordeiro Pascal, e, assim, abolira a Lei Cerimonial, conforme a mesma segura e abalizada palavra do apóstolo Paulo em Colossenses 2:14: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, cravando-a na cruz.”

 

Os dois concertos

 

Paulo estabelece em II Coríntios 3, um contraste entre dois Concertos, a saber:

Velho Concerto

Novo Concerto

1 – (v. 7) “Ministério da Morte” 1 – (v. 8) “Ministério do Espírito”
2 – (v. 9) “Ministério da Condenação” 2 – (v. 9) “Ministério da Justiça”
3 – (v. 6) “Letra que Mata” 3 – (v. 6) “Espírito que Vivifica”
4 – (v. 14) “Foi abolido” 4 – (v. 11) “Permanece”
5 – (v. 10) “Em Glória” 5 – (v. 10) “Em Excelente Glória”
  • O Velho Concerto, foi com sangue de animais (Hebreus 9:19 e 20). O Novo Concerto foi com o sangue de Jesus.
  • A base fundamental destes dois Concertos foi uma só: Os Dez Mandamentos, chamados de Lei Moral. A função da Lei é revelar o pecado (Romanos 7:7). O objetivo da Lei é levar o homem a Cristo. (Romanos 2:13).

II Coríntios 3:3 – “Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.”

Tábuas de “pedra e de carne”: Isto é uma metáfora, para comparar os dois Concertos. Leia o que diz o profeta, nas palavras seguintes:

Jeremias 31:31 a 33 – “Eis que vem dias, diz o Senhor, em que fareis um Concerto Novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o Concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para tirar da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o Meu Concerto, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o Concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor:
‘“Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração: e Eu serei o seu Deus e eles serão Meu povo.”

Deus está falando de um Novo Concerto e Se refere à mesma Lei que escreveu com o Seu dedo no Sinai. Portanto, nada há de indicativo do cancelamento da Lei Moral. Observe:

Ezequiel 11:19 e 20 – “E lhes darei um mesmo coração e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei de sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne. Para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos (leis), e os executem; e eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus.”

Hebreus 8:10 – “Porque este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as Minhas Leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu serei por Deus, e eles Me serão por povo.”

No Novo Concerto, a Lei de Deus seria impressa não em pedra, mas em carne (no coração). Isso prova que jamais seria abolida. Sem sombra de dúvida, sob o evangelho, só pode participar do Novo Concerto que tenha conhecimento da Lei de Deus, pois ela será colocada no coração do crente.

EXPLICANDO MATEUS 19: 16-23

Estas palavras são do Mestre e ninguém pode negar que estes mandamentos são do Decálogo, porque Jesus definiu dizendo para o jovem: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe” (Mateus 19:18 e 19).

Aqui entram crentes com o dedo apontado, afirmando que Jesus cancelou o Sábado porque não o repetiu para o moço rico guardar.

Então nós respondemos: Se por Jesus ter omitido – “Lembra-te do Sábado para o santificar”, Jesus o cancelou, então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Porque Jesus também não recitou para o moço – “Não terás outros deuses diante de Mim; não farás para ti imagens de esculturas.”

Agora perguntamos: Por essas omissões tais crentes deixaram de adorar a Deus? Terão ídolos? Lógico que não! Então porque aceitar uma declaração e negar a outra? É coisa seria entrar na vida eterna, e a condição foi estipulada e estabelecida por Cristo: obediência aos Dez Mandamentos. Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, porque ordenaria Cristo a obediência a esta Lei “abolida”? E têm mais: como poderia estabelecer a guarda dela como norma para entrar na vida eterna, já que Ele “veio para mudar ou abolir”? Considere isso.

Antes de prosseguir, deixe-nos dizer-lhe por que Cristo citou apenas parte dos Dez Mandamentos para o jovem. Jesus estava diante de um israelita guardador do Sábado, como os demais judeus. Para eles este mandamento era o de maior valor, porque eram desamorosos e avarentos. Eram de fato extremosos na guarda do Sábado, porém falhavam abertamente noutros pontos; por isso Jesus focalizou apenas o que negligenciavam. Quanto ao Sábado, estavam certos, é o dia de guarda, não precisaria relembrar-lhes.

Distorção de texto sobre a lei:

Uma das “razões” apresentadas para “justificar” que a lei findou na cruz, é a indevida citação de Colossenses 2:14, 16 e 17, que assim reza: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de algum modo nos era contrária, e a tirou no meio de nós, cravando-a na cruz…Portanto ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é Cristo.” – Sobre estes textos, procura-se armar duas teses: a da indigência da lei pós-cruz, e a da ab-rogação do sábado do Decálogo. Vamos desmontá-las completamente, deixando que a própria Bíblia se interprete, sem forçar a nota.

Notemos os seguintes fatos, que saltam à vista:

Não há aí a mais leve referência à Lei Moral, ou à sua súmula: o Decálogo. Não há, em todo contexto, alusão a nenhum preceito dos Dez Mandamentos, mas sim a outros preceitos – isto é muito importante. Em Romanos 7:7, por exemplo, Paulo alude à “lei”, mas o contexto esclarece que se referia a Lei Moral, porque um dos seus preceitos é citado, “não cobiçarás”, Tiago também fala em “lei” (Tiago 2:10 e 11) e a seguir cita dois preceitos da Lei Moral. Mas, no caso que se discute, nada consta do Decálogo. Nem a palavra lei também é sequer mencionada nos textos, mas apenas uma cédula de ordenança.

Sabemos que o preceito cerimonial consistia de extensas instruções ritualistas a que os judeus ficavam obrigados. Um autêntico “escrito de divida” – como reza outra tradução. “Ordenança” são prescrições litúrgicas, e isto não se aplica Lei Moral. Compare em Hebreus 9:1. Ordenança “é um rito religioso ou cerimonial ordenada por autoridade divina ou eclesiástica” – define, com propriedade, o autorizado Standard Dictionary.

Coloquemos o quadro que Paulo nos pinta, na sua moldura contemporânea. A igreja de Colossos (a exemplo das de Galácia, Éfeso, Roma e outras) enfrentava dissensões internas em virtude da ação conservadora dos elementos judaizantes, isto é, judeus que aceitavam o evangelho, ingressavam na igreja, mas conservavam práticas do judaísmo e pretendiam impô-las aos cristãos vindos do gentilismo. Entre estas práticas estava a observância da lei cerimonial, notadamente os dias de festas (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação, Festa dos Tabernáculos, Lua Nova e outras). Como é natural, no passo que estamos considerando, Paulo quis dizer aos cristãos de Colossos que estas ordenanças e festividades foram riscadas ou cravadas na cruz tendo vindo Cristo, a Realidade, automaticamente cessaram os tipos e “sombras” que para Ele apontavam.

O contexto esclarece alguma coisa do conteúdo desta “cédula de ordenança”. Alguns dos seus itens se acham registrados no versículo 16, ligado aos versículos anteriores pela conjugação “portanto”. Lemos que aí consta comer, beber, festividades, lua nova e sábados prefigurativos, tudo averbado de “sombras de coisas futuras”. Ora, resta ver em qual código constavam tais exigências ritualistas e festivas.

Consultaremos o Decálogo. Examinemos-lhe os preceitos. Há nele algum mandamento sobre comer ou beber? E sobre os dias de festas e Lua Nova? Não! Nele só há preceitos morais e éticos. Nenhuma “ordenança”, portanto. Sabemos que Moisés escreveu um livro, cujo o conteúdo consistia de estatutos civis, preceitos higiênicos, ordenanças levíticas e regulamentos sobre festividades, Lua Nova, manjares, ofertas, sacrifícios, etc. (Deuteronômio 31:24 e Êxodo 24:4 e 7). A parte propriamente cerimonial e festiva estava em Êxodo 23:14 a 19; capítulos 29 e 30; Levítico capítulos 1 a 7, 21, 22, 23, etc. E todas estas coisas estavam no livro ‘’de Moisés’’, mas não em tábuas escritas pelo dedo de Deus (Êxodo 31:18).

Notemos que esta cédula de ordenanças nos era contrária. Sim, porque a complicadíssima e onerosa lei Cerimonial, com suas exigências difíceis e até penosas, tendo preenchido a sua passageira finalidade com a morte de Cristo, tornou-se invigente, desnecessária e mesmo contrária ao cristão. Não assim com a Lei Moral de Deus, que é santa, justa, boa, espiritual e prazerosa (Romanos 7:12, 14 e 22), e estabelecida na dispensação evangélica, Romanos 3:31. Não pode a Lei de Deus ser confundida com uma precária cédula de ordenanças que foi riscada. Comidas, bebidas, festividades… Evidentemente, que não se trata do Decálogo, mas meramente de coisas transitórias, “sombras de coisas futuras” – como o próprio texto afirma.

Portanto, segundo a conclusão irrecorrível a que nos leva a Bíblia, os textos em lide referem-se inequivocadamente à lei Cerimonial. Foi riscada, é evidente, e cravada na cruz.

 

Distorção de texto sobre o sábado:

 

Muita gente mal informada ou que lê superficialmente as Escrituras, é capaz de jurar que nelas se menciona apenas um sábado: o sábado da Criação.

Há pessoas que, ao ouvir dizer que havia outros sábados, que não caíam necessariamente no sétimo dia e que eram meramente feriados religiosos anuais dos judeus, arregala os olhos, assombrada; e não tentam entende se realmente existiam outros sábados.

Mas o que interessa a quem ama a verdade é a pergunta:

Havia ou não sábados cerimoniais, completamente inconfundíveis e distintos do descanso do sétimo dia (semanal, estabelecido no Éden)?

Recorramos à Bíblia, que é a única instância em matéria doutrinária. À Lei e ao Testemunho! Por exemplo, em Levítico 16:29 a 31, que fala do Dia da Expiação – festa nacional judaica, extraímos: “… no sétimo mês, aos dez dias do mês, afligireis as vossas almas, nenhuma obra fareis… Porque, naquele dia, se fará expiação por vós… É um sábado de descanso para vós…” Aqui está claramente aplicado o termo sábado a uma festa anual, que se iniciava invariavelmente no décimo dia do sétimo mês. Portanto distinto do dia de repouso semanal, porque necessariamente recaía em dia diferente da semana.

Leiamos ainda, com cuidado, Levítico 23:24, 27, 32 e 39. Nesse particular, as traduções de Matos Soares e Figueiredo são mais claras, e seguem melhor o original. Valamo-nos da versão de Matos Soares: “O sétimo mês, o primeiro dia do mês será para vós um sábado e uma recordação…” (v.24). Refere-se à festa das primícias e, embora Almeida tenha traduzido descanso, no original hebraico está “shabbath” – erit vobis sabbatum” – diz a Vulgata, e a expressão correta é reproduzida por grande número de traduções. Note-se bem que este sábado ou dia de descanso, do primeiro dia do mês, caía em dia diferente do sétimo. Nada tinha que ver com o repouso semanal.

Prossigamos: “Aos dez dias do sétimo mês será dia soleníssimo da expiação… É o sábado do repouso… afligireis as vossas almas. (v.27 e 32). Refere-se também ao dia da Expiação, que se celebrava anualmente, como foi dito, no 10.º dia do 7.º mês e, portanto, caía em dia diverso do sétimo. E a Escritura o chama de sábado (shabbath), dia especial de descanso.

Vamos adiante, referindo-se à Festa dos Tabernáculos, diz a Bíblia: “… no dia quinze do sétimo mês… celebrareis a festa do Senhor… o primeiro e o oitavo dia vos será o sábado, isto é, descanso.” (v.39). Note-se que, neste versículo, no hebraico a palavra “shabbath” aparece duas vezes, e seria curial traduzi-la “sábado de sábado”. Diz a Vulgata: “.

É irrecusável que a Bíblia chama de “sábados” estes dias festivais que nada tinham a ver com o descanso semanal, ou o Sábado do Decálogo. Estes sábados cerimoniais estavam no Livro de Moisés e não nas Tábuas dos Dez Mandamentos, que só menciona o Sábado do Sétimo Dia, comemorativo da Criação, “porque em seis dias fez o Senhor os céus, a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou”. (Êxodo 20:11).

Os sábados festivais foram instituídos no Sinai, após a entrega da Lei de Deus (Dez Mandamentos), ao passo que o sábado semanal o foi na Criação (Gênesis 2:2 e 3) e incorporado na Lei Moral, precedido de um imperativo “Lembra-te“. Não pode haver confusão. Além disso a própria Bíblia estabelece uma linha divisória entre eles, de modo a não deixar dúvidas:

  • “Estas são as festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao Senhor.” (Levítico 23:37 e 38)

Repetimos: sábados anuais de modo algum podem ser confundidos com Sábados . Há um abismo entre eles, que nem as marteladas de uma dialética torcida conseguem transpor. Para nós basta a clara distinção que a Bíblia faz. Mas para os que gostam de comentários, vamos citar alguns; dos mais insuspeitos:

J. Skinner, abalizada autoridade evangélica, reitor do Colégio de Westminster (Cambridge), anota: “O nome sábado podia ser aplicado a qualquer época sagrada como tempo de cessação de trabalho e assim é usado com relação ao Dia de Expiação, o qual era observado anualmente, no décimo dia do sétimo mês. Levítico 16:31; 23:32. Nos livros proféticos e históricos, ‘sábados’ e ‘Luas Novas’ estão associados de tal modo a sugerir serem ambos festividades lunares. Amós 8:5; Oséias 2:11 e Isaías 1:13.1

Alfred Edersheim, escritor de nacionalidade judaica, convertido ao protestantismo, profundo conhecedor da lei Cerimonial, referindo-se à festa dos Tabernáculos, diz: “O primeiro dia da festa e também o oitavo (ou Hzereth) eram dias de santa convocação e eram também um sábado, mas não no sentido do sábado semanal, senão de um festivo descanso diante do Senhor em que nenhuma obra servil de qualquer espécie podia ser feita.”

O mesmo autor, falando do Dia da Expiação, diz: “… o Dia da Expiação… conservando um caráter próprio, pois a Escritura o chama de “um sábado de sabatismo” (no original) em que… como no sábado semanal, qualquer trabalho era proibido.”

Referindo-se a Festa do Pentecostes diz: “É fácil observar por alusões análogas, no mesmo capítulo, que não se trata do sábado semanal, mas sim do festival. O testemunho de Josefo, de Filo, e da tradição judaica, não deixa margem de dúvida de que, neste caso, devemos entender por “sábado” o 15 de Nisan ou qualquer dia da semana em que o referido dia venha cair. E, finalmente, sobre a Páscoa afirma: “O último dia da Páscoa, como o primeiro, era uma santa convocação e se observava como um sábado.”  – Segundo o mesmo autor, há evidências em Amós 8:5 de que a Lua Nova se observava como dia de descanso, ou sábado.

 

O Sábado antes do Sinai

 

Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e o mar e tudo que neles há e no sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado e o santificou.”(Êxodo 20:8 a 11).


Tanto é verdade que o Sábado existe desde a criação, que Deus ao proclamar o Mandamento por escrito, Ele usou a expressão: “Lembra-te”. Jamais Deus mandaria lembrar de uma coisa que o Seu povo, não o havia conhecido. E a razão de lembrar e santificar o Sábado, Deus escreveu no verso 11: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descasou; portanto abençoou o Senhor o dia de Sábado e o santificou.”

Este verso não só prova que o Sábado existia da criação ao Sinai, como prova que é o mesmo dia que Deus descansou. Compare este verso com Gênesis 2:2 e 3: “E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou neste dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda obra que como Criador, fizera.”

 

  Lei e graça no mundo religioso

 

“No mundo religioso tem sido ensinada uma doutrina de graça tão errônea que não é nada menos que uma doutrina de desgraça. O Salvador tem sido mais apresentado como Alguém que nos livra de guardar os Mandamentos de Deus, do que Aquele que nos salva de transgredi-los. Uma chamada fé dessa espécie tem sido apresentada como substituto da obediência à santa Lei de Deus.” 1

É deveras lamentável que o mundo chamado cristão apresente um tipo de graça que tem mais o sentido de indulgência ou de um manto acobertador de certas iniqüidades do que propriamente o dom divino que consiste em amorável oferecimento de salvação aos transgressores da Lei Moral.

A tecla surradíssima da lei contra a graça [a maior deturpação teológica dos tempos] é insistentemente batida por muitos. Chama-se a isto dispensacionalismo, que pretende definir duas épocas distintas, uma da lei, outra da graça – idéia que hoje é desprezada pelos mais cultos pesquisadores do Livro Santo. Afirma-se que a lei foi abolida e substituída pela graça. Afirma-se que não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça, dando a entender que uma coisa destruiu a outra. Como vamos demonstrar, só mesmo uma irremediável vesguice teológica poderia estabelecer contradição entre a lei e a graça, ou entre a lei e o evangelho.

 

O que é graça? . Graça é favor imerecido concedido aos pecadores. A graça, contudo, não deve ser entendida co mo  se ab-rogasse a lei, mas sim como reafirmando-a e estabelecendo-a (Romanos 3:31 estabelecemos a lei’). A graça assegura o perfeito cumprimento da lei, removendo da mente de Deus os obstáculos ao perdão, e habilitando o homem a obedecer (Romanos 8:4 ‘para que a justiça da lei se cumpra em nós’).” ”Assim a revelação da graça, conquanto esta compreenda e inclua em si mesma a revelação da lei, acrescenta algo diferente em espécie, a saber, a manifestação do amor pessoal do Legislador. Sem a graça, a lei tem apenas um aspecto exigente. Somente em harmonia com a graça, ela se torna ‘a lei perfeita da liberdade’ (Tiago 1:25).”

E a Lei mencionada por Tiago 2:10 a 12 é insofismavelmente o Decálogo.

De fato, como foi dito, se a lei tivesse sido abolida, não haveria transgressão e, necessariamente, não haveria condenação. E não havendo condenação, não há necessidade de graça. Sem lei não há graça. Uma pressupõe a outra. A graça, além de nos salvar da condenação da lei, habilita-nos a viver em harmonia com os preceitos celestiais, com o padrão divino. Não há contradição mas uma interdependência entre lei e graça. Elas se harmonizam e completam-se em suas funções:

É errôneo crer que, depois de Cristo, a graça suplantou a lei, substituiu-a, anulo-a, destruiu-a. É errôneo afirmar que, com a morte de Cristo, findou-se a jurisdição da lei, iniciando-se a da graça. Infelizmente é assim que muitos entendem o “estar debaixo da lei“ e o “estar debaixo da graça“, realçando que a graça existe da morte de Cristo para cá. Se isso fosse verdade, gostaríamos de perguntar como se arrumaram os pecadores dos tempos do Velho Testamento? Como se teriam salvo? Este ponto não pode ser passado por alto, porquanto as Escrituras ensinam clarissimamente que a salvação é obtida unicamente pela graça.

A graça esta estendida a todos os homens. (Tito 2:11 a 15; Romanos 5:18) Estava planejada antes mesmo da queda e começou a vigorar desde Gênesis 3:15. Os sacrifícios de cordeiros e oferendas que o Israel fazia na antigüidade, simbolizavam a sua no futuro Messias – verdadeiro “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Eram a maneira de expressar a fé em Cristo. Não expressavam obras mas fé.

Mas – vem a objeção – Paulo não disse claramente aos romanos, que não estavam mais “debaixo da lei” mas “debaixo da graça?” Sim, disse. Mas com tais expressões queria ele acaso dizer que não necessitamos guardar os mandamentos contra o adultério, a idolatria, o homicídio, o roubo, a mentira, etc., enfim o conteúdo do Decálogo?

De modo nenhum, pois os argumentos narrados na mesma epístola são contrários a essa desastrosa conclusão. Leia por exemplo os capítulos de Romanos 3:31; 7:12 e 14; 7:22 e outras passagens. Analisaremos, com muita atenção, o verdadeiro sentido da expressão de Paulo. Qual o assunto que Paulo tinha em mente ao escrever aos crentes de Roma?

  • Estaria ele querendo diferenciar a lei do Velho Testamento e a lei do Novo Testamento? Não!
  • Queria ele estabelecer conflito ou contradição entre a lei e graça? Também não!
  • Estaria indicando várias maneiras de salvação? Não!! Romanos 3:31.

Então a que se referia o apóstolo, ao dizer “debaixo da lei” e “debaixo da graça”?

  • Referia-se à mudança do que ocorre no indivíduo por ocasião de sua conversão, mudança do “velho homem” para o “novo homem“, do pecado para a santidade, da condenação fatal para a graça livradora.

Paulo está se dirigindo a homens crentes, a cristãos batizados, a homens convertidos. Não a ímpios, pagãos ou a transgressores da lei divina. Leia Romanos 6:1 a 5. E prossegue o verso 6: “sabendo isto que o nosso homem velho foi com Ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não mais sirvamos o pecado”. Claro como a luz que o capítulo se refere à conversão e não à mudança de dispenssação. Notemos cuidadosamente o que ele diz: “assim também considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:11).

A respeito de quem se afirma isso? Somente a respeito do homem convertido – membros da igreja de Roma, que não mais transgrediam a Lei, pois viviam em harmonia com ela. Paulo os exorta a não mais volverem ao pecado. “Não reine, portanto o pecado, em vosso corpo mortal…” (v. 12). Pecado – como define a Palavra de Deus – é transgressão da Lei [Dez Mandamentos] (I João 3:4). Paulo está exortando os romanos a não se deixarem arrastar pelas paixões carnais, voltando assim a transgredir a Lei de Deus. E no (v. 14): “Porque o pecado não terá domínio sobre vós… Por quê? Por que a lei foi abolida? Não. Mas porque já tinham abandonado o pecado, cessaram de transgredir a Lei.

O próprio argumento de Paulo mostra, de modo inequívoco, que era precisamente isto que ele queria dizer. “…o pecado não terá domínio sobre vós, porque não estais debaixo da lei (não mais a transgredis, não estais mais sujeitos à sua condenação, não colocais debaixo dela como antes) mas debaixo da graça (do favor imerecido que Deus vos concedeu de serdes redimidos por Cristo).”

O sentido exato e completo do v.14 é este: “tendo abandonado os vossos pecado, tendo cessado de quebrar a Lei, tendo crido em Cristo e sendo batizados, vós agora não sois mais governados pelos pecado ou pelas paixões, nem sois condenados pela Lei, porque achastes graça à vista de Deus, que vos concedeu este favor imerecido, e os vossos pecados foram apagados.”

Claríssimo! Portanto, não estar debaixo da lei, é não está sobre a sua condenação. Não há conflito entre Lei e Graça. “Por quê? Pecaremos (isto é transgrediremos a lei) porque não estamos debaixo da lei (da sua condenação) mas debaixo da graça (do favor divino)? De modo nenhum.” Portanto, a própria conclusão do apóstolo Paulo destrói inteiramente a tese de um suposto conflito entre Lei e Graça. Mesmo porque se “não estar debaixo da lei” significa que não devemos obedecer-Lhe, segue-se portanto que podemos transgredir-la à vontade. Porém Paulo destrói imediatamente esta idéia blasfema com um categórico “De modo nenhum!”

Outra passagem – muito ao gosto dos negadores da lei – é Gálatas 5:18: “… se sois guiados pelo espírito não estais debaixo da lei.” Também neste caso, quais os que não estão debaixo da lei? Somente os que são guiados pelo espírito, ou seja convertidos, os fiéis, os crentes, os que não seguem as concupiscências, os que não transgridem a Lei de Deus – em suma os que não cometem pecado. Os ímpios os pecadores não são guiados pelo espírito, por isso eles estão debaixo da lei, da sua condenação, porque as transgridem. Não há aí a mais leve alusão de abolição da Lei de Deus. Só uma interpretação obtusa conduziria a tal conclusão. Outro fato de suma gravidade: costuma-se usar a expressão “não estar debaixo da lei” mas “debaixo da graça” unicamente para se “justificar” a desobediência ao quarto mandamento. Ninguém a emprega para justificar a quebra de outros mandamentos do Decálogo. Cremos honestamente que aqueles que a usam para fugir a guarda do sábado, não sentem nenhum desejo de roubar, matar ou adulterar. Certamente que essas coisas lhes causam horror. Mas, com tal atitude, apenas provam que não é o mandamento de Deus que os inibe de fazer de adulterar, matar, cobiçar, etc., mas sim a educação que receberam, a vigilância social e a opinião pública. Se a prática desses horríveis pecados fosse coisa aceita (como o eram em alguns ritos bárbaros), então não hesitariam em dizer que praticariam tais coisas porque “não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça”.

Os gentios e a lei

Mostrando indisfarçável aversão pela lei divina, alguns citam Romanos 2:14, isolando a expressão “os gentios que não tem lei”, para concluir erroneamente que a lei só fora dada a Israel, e que os gentios não precisam de lei. Ora, a Bíblia diz justamente o contrário, e preferimos crer nela. Em Isaías 56, por exemplo, lemos as grandes promessas feitas por Deus aos gentios que se unissem ao Seu concerto e guardassem o Sábado.

Note-se que o capítulo se refere à dispensação cristã, quando “a salvação está prestes a vir e a justiça a manifestar-se”. Leia Números 15:15. E Gálatas 3:29, afirma que os cristãos são descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.

  • A Escritura também não diz que Deus o é dos gentios? – “E porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente.” (Romanos 3:29). No entanto, esse Deus, reiteradamente é denominado “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Todas as bênçãos divinas foram transferidas para o gentilismo: o concerto, a lei, o evangelho, tudo, em fim. Somos o Israel espiritual. de Isaque e de Jacó”.

Para compreender realmente Romanos 2:14, leiamos o verso 11 ao 16, e veremos que o apóstolo faz interessantes afirmações.

1.ª – Que Deus não faz distinção de homens (pois só tem um padrão de julgamento: a Sua santa Lei. Sejam judeus ou gentios).

2.ª – Que os que pecaram, mesmo não conhecendo a lei, perecerão. Notem bem: perecerão (porque o salário do pecado é a morte). Não se diz que se salvam pela consciência da lei.

3.ª – Que os que pecaram, conhecendo a lei, por ela serão julgados. (Logo, não foi abolida porque será norma de julgamento). Paulo diz isso em sentido genérico, não restrito aos judeus. E os que forem julgados por ela, sendo achados em falta, necessariamente serão condenados, pois a transgrediram.

4.ª –  O verso 13 estabelece um cortejo entre os que “ouvem” e os que “praticam” os preceitos divinos. (compare com Tiago 1:22 a 26). E o apóstolo conclui que somente os últimos, os praticantes alcançam a justificação, e isto porque a sua fé os levou a obedecerem ao padrão de Deus.

Note-se a que alusão a “gentios” é motivada pelo contraste que Paulo estabelece na impenitência dos judeus. A tese forçada de que a lei não é necessária aos gentios, encontra o seu desmentido especialmente nos versos 12 e 13. É só ler com atenção e entendimento.

Concluir que os gentios não precisam de lei, seria admitir que eles não pecam, não precisam de revelação, não precisam de Deus. E se os gentios que não conheceram a lei, dispensam-na e se julgam pela consciência – como querem alguns – também, pelo mesmo raciocínio, os gentios que não conhecem o evangelho podem dispensá-lo pelas mesmas razões. Por aí se vê a debilidade do argumento.

Nada, absolutamente nada prova que a lei fora dada exclusivamente os judeus, mas o que a Bíblia claramente revela é que Deus de modo especial honrou a Israel fazendo daquele nação Seu povo escolhido e depositário de Sua lei. (Romanos 9:4). Era objetivo de Deus que Israel tornasse conhecida a Sua vontade expressa na lei, a todas as demais nações. Leia ainda Deuteronômio 4:6 a 8; Romanos 3:1 e 2. E quando os gentios aceitaram a religião de Israel, também se sujeitaram à Lei de Deus. (Números 15:15 e 16; Isaías 56:6 a 8).

Deus proferiu Sua lei santa, no monte Sinai, ao seu redor estavam os judeus. Também ao redor de Cristo, no sermão do Monte, só havia judeus… Mas as bênçãos da Lei e do Evangelho se estenderam aos gentios. Graças a Deus, pelo Seu Dom inefável!

Como Cristo Considerou o Sábado

Toca ás raias do absurdo a vesguice dialética dos que tentam demolir o dia de Deus, relegá-lo ao desprezo e evitá-lo de toda forma, principalmente os que acham que Cristo considerou desrespeitosamente o Sábado. Citam Marcos 2:27, que reza: “O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado”, e pontificando com ares doutorais declaram: “Isto quer dizer que o sábado ou dia de descanso, deve servir ao homem e não o homem estar sujeito a ele.”

 

Vejamos o que o Mestre quer dizer com estas palavras: Há aí duas proposições: uma do sábado servir ao homem; outra, do homem sujeitar-se ao sábado.

1.ª – O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação ao homem.” O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem-estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma benção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem. Portanto, a dedução dos que são contra o sábado é infeliz, errônea e contrária ao sentido bíblico.

2.ª – A segunda proposição contida no texto diz: “e não o homem por causa do sábado”. Simples demais para ser entendida. Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado a ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro o homem, e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma benção e não uma carga. O farisaísmo dos dia de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências extravagantes que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado foi a de purificá-lo, limpá-lo desses acréscimos, devolvendo-o à real pureza. A atitude de Cristo para com o Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.

E de passagem cabe aqui uma observação: o sábado foi feito por causa do homem, e isto não pode ser verdade em relação ao domingo, porque no primeiro dia da semana o homem ainda não fora criado!

Citam em seguida Mateus 12:8: “O Filho do homem até do sábado é Senhor”. E concluem desastradamente que Cristo é Senhor do sábado para mudá-lo, alterá-lo, suprimi-lo, enfim. Incrível! Diríamos de início que, sendo o sábado um mandamento da Lei de Deus, se Cristo o transgredisse de qualquer maneira Se tornaria um pecador, e nessa condição não poderia ser o nosso Salvador! No entanto, Cristo permaneceu em completa adoração e obediência ao Deus Pai. Teve uma vida humana impecável, um caráter irrepreensível. (Filipenses 2:5 a 11). E Ele mesmo declara:

“Porque eu não falei por Mim mesmo; mas o Pai, que Me enviou, Esse     Me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o Seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que Eu falo, falo-o exatamente como o    Pai Me ordenou.” (João 12:49 e 50)

“Como o Pai Me amou, assim também Eu vos amei; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e permaneço no Seu amor.” (João 15: 9 e 10)

Jesus declarou-Se Senhor do sábado! Solene e importantíssima declaração! Frise-se bem que Ele é Senhor do sábado e não do domingo, embora a cristandade semi-apostatada averbe este dia como “dia do Senhor”. Cristo porém reafirmou Sua soberania sobre o sábado. Deus é o Autor do sétimo dia, consagrado ao repouso e, nessa qualidade, sabe o que lícito ou não fazer nele. Os fariseus que censuraram os discípulos por apanharem espigas, foram além dos reclamos divinos, “além do que está escrito”.

Punham restrições descabidas à guarda do sábado. E Jesus para mostrar-lhes Sua autoridade, apresenta-Se como Autor do sábado. Nada há de derrogatório na declaração do Mestre. Ao contrário, reafirma o valor e a vigência do sábado, livre, no entanto das aderências talmúdicas.

 

Sábado ou domingo? O que diz a história

A Mais Antiga Lei Dominical Conhecida Pela História

“A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” (Isaías 24:4 a 6)

Observe o que diz essa resenha histórica do Domingo (Sunday) Dia do sol.

 

Legislado pelo imperador Constantino e sancionado pela igreja católica Romana.

No ano 321 d.c o imperador pagão Constantino promulgou a primeira lei dominical ordenando o repouso no primeiro dia da semana.

Essa lei cujo o original se encontra na biblioteca de Haward Colleg (Universidade de livre de Cambridge,EE.UU), reza como segue : “Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários a repousarem no domingo (dia do sol). “Devem os magistrados e as pessoas residentes nas cidades repousar, e todas as oficinas ser fechadas no venerável dia do Sol. No campo, entretanto, as pessoas ocupadas na agricultura podem livre e licitamente continuar suas ocupações; porque acontece muitas vezes que nenhum outro dia se lhe assemelha para a semeadura de sementes ou para a plantação de vinhas; tememos que, pela negligência do momento apropriado para tais operações, as bênçãos celestiais sejam perdidas.

. Em 425, no tempo de Teodósio, o mais moço, foi imposta a abstinência de espetáculos teatrais e de circo [no domingo]… Em 538, no concílio de Orleans… foi ordenado que todas as coisas anteriormente permitidas no domingo continuassem em vigor; mas que se abstivessem do trabalho com arado, ou em vinhas, sega, ceifa, debulha, cultivo, cercagem a fim de que as pessoas pudessem freqüentar a igreja convenientemente… Por volta de 590 o papa Gregório, em carta dirigida ao povo romano, qualificou como profetas do anticristo aqueles que ensinassem que o trabalho não devesse ser feito no sétimo dia.” — The Law of Sunday, págs. 265-267.

O primeiro concílio de Nicéia ocorreu em 325 dc  (atual Iznik) durante o reinado do imperador Romano Constantino, o primeiro a aderir ao “cristianismo”.                O imperador Constantino provocou uma divergência de opinião sobre a questão se deve ser o sábado ou o domingo o dia observado como descanso.                                                            A divergência entre a tradicional observância religiosa judaica do shabat e ao respeito ao primeiro dia da semana apareceu com o surgimento oficial da apostasia (ano 325-ec) pelo imperador,que impõe o dia do sol,venerados pelos pagãos,sobre o sábado bíblico,respeitado ainda pelo cristianismo dos primeiros discípulos, de modo a introduzir o povo pagão dentro dessa nova religião e assim unificar todo o povo do seu império.

Em 325 dc, como já vimos as orientações decididas no primeiro concílio de Nicéia,sem qualquer evidencia das escrituras, estabelecem universalmente o primeiro dia da semana como dia sagrado o nome do primeiro dia da semana foi modificado de primeira feira para dies domenica. Decisão mantida pela maioria das denominações “cristãs” até a atualidade.(ver Wikipédia a enciclopédia livre).

Sobre a veracidade da lei dominical de Constantino, consulte-se ainda os seguintes livros:História Universal, R Botelho,pg163; Manual enciclopédico,E.Achilles monte verde,pg543; (Promulgada aos 7 dias de março, sendo Crispo e Constantino cônsules pela segunda vez cada um). – Codex Justinianus, liv. 3, tit. 12 e 13; traduzido em Philip Schaff, D.D., History of the Christian Church (volume sete da edição, 1902), vol. III, pág.380.

A mudança do Sábado foi gradual. Por muito tempo o sábado e o domingo foram observados juntos como dias irmãos (Bispo J.Taylor, DuctorDubitantium ,livro2,51) até que o concílio de Laoddiceia , em 346 dc deu o golpe decisivo,procurando abolir a observância do sábado. Este concílio reservou em primeiro lugar a observância do domingo como dia do Senhor, e em seguida proibiu sob anátema a observância do sábado. DR. W. Prynne em sua History of the  concilis, vol.39,canon 16; Sunday and Sabbath, John Ley, escritor inglês ,pgs, 163,164.

Já  em 589 d.c porém o sínodo de Narbone decretava este cânon de caráter decisivo para o repouso absoluto no domingo: É proibido, tanto a livres como    a servos, a Dogos, Romanos, Sírios, como a Gregos e Judeus, executar qualquer espécie de trabalho no domingo. Se alguém ousar proceder em contrário,pagará,se for livre,seis solídeos aos magistrados, se for servo receberá cem bastonadas. Mansi,tomo IX,pg 214.

Constantino foi imperador de Roma de 306 a 337 d.C. Foi ele adorador do Sol durante os primeiros anos do império. Mais tarde afirmou haver-se convertido ao cristianismo; mas, de coração, continuou venerador do Sol. Com respeito a sua religião, diz Edward Gibbon, em sua obra Decline and Fall of the Roman Empire:

“A devoção de Constantino foi mais particularmente dirigida ao deus Sol, o Apolo da mitologia grega e romana; e lhe era agradável ser representado com os símbolos do deus da luz e da poesia. Os infalíveis dardos daquela divindade, o brilho de seus olhos, sua coroa de louro, a imortal beleza e os dotes graciosos pareciam apresentá-lo como o patrono de um jovem semideus. Os altares de Apolo eram adornados com as ofertas votivas de Constantino; e a crédula multidão era levada a crer que foi permitido ao imperador contemplar com olhos imortais a majestade visível de sua divindade tutelar; e que seja acordado ou em visão, foi ele abençoado com esperançosas predições do futuro de um longo e vitorioso reinado. O Sol foi universalmente festejado como o invencível guia e protetor de Constantino.” Capítulo 20, par. 3.

O domingo e a adoração do Sol.

A legislação iniciada por Constantino para o estabelecimento da guarda do dia do Sol é assim comentada por duas enciclopédias:

“O mais antigo reconhecimento da observância do domingo como uma obrigação legal é uma constituição de Constantino, de 321 d.C., decretando que todas as cortes de justiça, habitantes de cidades e oficinas repousassem no dia do Sol (venerabili die Solis), exceção feita apenas àqueles que estivesses ocupados em trabalho de agricultura.” – Enciclopédia Britânica (11.ª ed.) art. “Domingo”.

Em seqüência a esse decreto inicial, imperadores e papas em sucessivos séculos acrescentaram outras leis ao fortalecimento da observância do domingo.

“Aquilo que começou, entretanto, como ordenança pagã, terminou como regulamentação cristã; e uma longa série de decretos imperiais, durante o quarto, quinto e sexto séculos, impôs com crescente rigor a abstinência do trabalho no domingo.” – Idem, pág. 270.

Que estes passos foram dados tanto pela igreja como pelo Estado para tornar decisivo que o domingo substituísse o sábado, foi escrito por um notável advogado de Baltimore, Maryland – James T. Ringgold:

“Em 386, durante o tempo de Graciano, Valentiniano e Teodósio, foi decretado que todos os litígios e negócios cessassem [no domingo]… Entre as doutrinas estabelecidas em uma carta do papa Inocêncio I, escrita no último ano de seu pontificado (416), encontra-se aquela segundo a qual o domingo deveria ser observado como dia de jejum..

Em 425, no tempo de Teodósio, o mais moço, foi imposta a abstinência de espetáculos teatrais e de circo [no domingo]… Em 538, no concílio de Orleans… foi ordenado que todas as coisas anteriormente permitidas no domingo continuassem em vigor; mas que se abstivessem do trabalho com arado, ou em vinhas, sega, ceifa, debulha, cultivo, secagem a fim de que as pessoas pudessem freqüentar a igreja convenientemente…

Por volta de 590 o papa Gregório, em carta dirigida ao povo romano, qualificou como profetas do anticristo aqueles que ensinassem que o trabalho não devesse ser feito no sétimo dia.” — The Law of Sunday, págs. 265-267.

Agora você sabe quem mudou a guarda do sábado para o Domingo. E cabe a você escolher ser servo de Deus ( Isaias 56:6) ou dos homens.

Um descanso remunerado

Normalmente falando, se você parasse de trabalhar para ter um descanso necessário, naturalmente você poderia esperar que seu trabalho e suas finanças ficassem atrasados.Mas o próprio Deus pôs em vigor uma grande lei. Os dez mandamentos de Deus são leis vivas e atuantes, como é a lei da gravidade.Essas leis estão sempre em vigor: elas funcionam automaticamente.A lei do sábado – ampara pelo poder do criador – diz que, se interrompermos o trabalho para descansar e adorar a Deus Todo – Poderoso, no sétimo dia de cada semana, seremos abençoados, e o rendimento dos outros seis dias será superior ao que obteríamos se trabalhássemos também no dia do sábado do senhor! O leitor percebe a importância disso? Uma das maneiras de entender isto é ver que Deus nos esta proporcionando férias semanais remuneradas a cada sétimo dia. Mas essas férias não são apenas para um descanso físico, são também um tempo para adoração, reedificação espiritual que Deus estabeleceu.Na observância do dia do sábado que Deus santificou – dia que tipifica e assinala a criação – o homem é conduzido a uma comunhão mais estreita com o seu criador e Deus.

Os dias atuais são os mais ocupados na história da humanidade.São dias em que a maioria dos homens parece ter pouco ou nenhum tempo para refletir sobre os propósitos e objetivos espirituais da vida – sobre as questões mais importantes em que deveria ocupar-se.                                                                   A extraordinária benção do verdadeiro sábado de Deus consiste em possibilitar ao homem o tempo necessário para refletir e ponderar sobre as questões mais importantes da vida – e para comunicar-se com o seu Deus e Criador, de um modo como poucas pessoas, em nossos dias têm experimentado.A verdadeira observância do sábado manteria o ser humano em contato com Deus! Sem esse contato, ele fica distanciado do verdadeiro propósito de sua existência e das leis que regem seu sucesso ou seu fracasso na vida, sem a compreensão do que ele é, para onde vai e como alcançar o seu destino.Sem esse contato com o Deus Criador, a vida torna se um vazia, uma frustração, ou uma futilidade. Em nosso tempo, mais que nunca,o homem precisa do contato com Deus, de força e compreensão espirituais,da orientação e das bênçãos divinas proporcionadas pela correta observância do verdadeiro Sábado de Deus.

Jesus Cristo – que deu o exemplo de como deve viver o verdadeiro cristão – ensinou, com sua própria vida e ações, que o sábado é uma convocação santa (uma reunião obrigatória ) para o povo de Deus, como ensina Levítico 23:3. O exemplo de Jesus e seu costume estão registrados em Lucas 4:16, onde lemos que ele ,num dia de sábado, entrou na sinagoga “segundo o seu costume, e levantou para Le”.Certamente o verdadeiro sábado é um dia de culto e adoração a deus para os seus servos.E é uma ocasião para pregação e explicação da palavra de Deus e de suas leis.

Regozije-se no sábado de Deus

Aprenda a guarda o sábado de maneira convincente. Use o sétimo dia, que Deus santificou, como ele deseja para descansar dos trabalhos seculares,orar, estudar e meditar sobre a palavra de Deus e os propósitos da existência humana.Reserve este tempo para fazer bem aos outros, para cuidar dos doentes e visitar as pessoas aflitas;reúna-se com os outros  irmãos no sábado ser possível.

O sétimo dia, e apenas este dia, que Deus santificou, é o tempo ordenado e abençoado por Deus para descanso, culto, oração adoração e reflexão sobre as chaves vitais da vida.

Corretamente compreendido e observado, o quarto mandamento – a guarda do sábado santo de Deus – é uma das maiores bênçãos que o criador outorgou aos filhos dos homens. É um sinal de identificação entre o homem e o Deus  verdadeiro. Lembre-se dele, e conserve-o santo!

Querido (A) estudante da bíblia, espero que estes poucos versos  tenham ficado claro para você, pois muito ainda temos que explicar e se ainda houver dúvidas a respeito deste assunto ( ou outro) procure uma igreja de Deus mais perto de você para juntos estudarmos as sagradas letras que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Jesus Cristo (II Timóteo 3:15); Pesa o direcionamento de Deus em oração e Ele te guiará em toda a verdade, porque nada podemos contra a verdade se não pela verdade (II Coríntios 13:8).

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